
A forma como interajo com as pessoas e com o ambiente à minha volta resulta com certeza das experiências que fui vivendo desde que cá cheguei.
A tolerância em relação aos outros bem como a capacidade de os ouvir, ajudar e até perdoar se for caso disso, não são atitudes fáceis e eu admito que nestes anos tive e tenho algumas intolerâncias por resolver, não ajudei algumas pessoas que podia ter ajudado e não consegui perdoar outras.
A minha recusa em ver as coisas, assobiando para o lado como se não existissem, motivou por vezes respostas do Universo que quase sempre me foram colocadas de forma súbita e brutal. Apesar da primeira reacção ser fugir o facto de estar “encostado à parede” só me dava um caminho, resolver a questão.
Aprendi a ser amável o que não quer dizer que o consiga ser com toda a gente. Até quando discutimos ideias podemos ser amáveis, magoar alguém porque achamos que ele é fraco ou indeciso acabará por ser um acto de arrogância da nossa parte e talvez em defesa de uma ideia que amanhã nós próprios chegamos à conclusão que não estava tão correcta assim.
Aprendi também que muitas vezes as pessoas não mudam, não porque não querem, mas porque não são capazes. Por vezes aquilo que para nós parece fácil e lógico (como se nós fossemos lógicos) para determinadas pessoas é uma muralha quase intransponível.
A primeira atitude é não há pachorra para essa gente, achamos que eles andam por aqui para ocuparem o nosso tempo, sugarem a nossa energia. Claro que depois aparece alguém na nossa vida que manipula e mente sistematicamente e nós vamos sempre arranjando tempo e vontade para o perdoarmos.
Eu não vejo isso assim, acho que muitos deles sofrem a tentar dar a volta e julgo que aquilo que mais os entristece é o facto de se sentirem abandonados e sobretudo incompreendidos.
Não uso túnica branca, não procuro a redenção e apesar de achar que devo ensinar aos que não sabem e corrigir os que eu acho que estão a errar tento fazer isso com amor, tolerância e paciência
Mas claro, isso sou eu, existem outros caminhos tão válidos quanto o meu.
Saudações
O Viajante
A tolerância em relação aos outros bem como a capacidade de os ouvir, ajudar e até perdoar se for caso disso, não são atitudes fáceis e eu admito que nestes anos tive e tenho algumas intolerâncias por resolver, não ajudei algumas pessoas que podia ter ajudado e não consegui perdoar outras.
A minha recusa em ver as coisas, assobiando para o lado como se não existissem, motivou por vezes respostas do Universo que quase sempre me foram colocadas de forma súbita e brutal. Apesar da primeira reacção ser fugir o facto de estar “encostado à parede” só me dava um caminho, resolver a questão.
Aprendi a ser amável o que não quer dizer que o consiga ser com toda a gente. Até quando discutimos ideias podemos ser amáveis, magoar alguém porque achamos que ele é fraco ou indeciso acabará por ser um acto de arrogância da nossa parte e talvez em defesa de uma ideia que amanhã nós próprios chegamos à conclusão que não estava tão correcta assim.
Aprendi também que muitas vezes as pessoas não mudam, não porque não querem, mas porque não são capazes. Por vezes aquilo que para nós parece fácil e lógico (como se nós fossemos lógicos) para determinadas pessoas é uma muralha quase intransponível.
A primeira atitude é não há pachorra para essa gente, achamos que eles andam por aqui para ocuparem o nosso tempo, sugarem a nossa energia. Claro que depois aparece alguém na nossa vida que manipula e mente sistematicamente e nós vamos sempre arranjando tempo e vontade para o perdoarmos.
Eu não vejo isso assim, acho que muitos deles sofrem a tentar dar a volta e julgo que aquilo que mais os entristece é o facto de se sentirem abandonados e sobretudo incompreendidos.
Não uso túnica branca, não procuro a redenção e apesar de achar que devo ensinar aos que não sabem e corrigir os que eu acho que estão a errar tento fazer isso com amor, tolerância e paciência
Mas claro, isso sou eu, existem outros caminhos tão válidos quanto o meu.
Saudações
O Viajante
12 comentários:
O que descreves vem na senda daqueles comportamentos que estão em nós de tal forma que nem nos apercebemos das repercussões que as nossas palavras e/ou atitudes podem ter nas outras pessoas.
Sei que não são raras as vezes em que sofro da arrogância de me achar dona da verdade e ser pouco tolerante para quem não adopta as atitudes e comportamentos que tenho por melhores. É um 'mea culpa' que aqui fica.
As nossas conversas e estes alertas que aqui deixas têm tido o grande mérito de me deixarem a pensar, de me fazerem olhar para dentro e de aos poucos, iniciar um caminho diferente e um pouco mais iluminado. Porque mesmo que pensem diferente ou me pareçam menos 'fortes' não são menos pessoa que eu.
Obrigada :)
This is beautiful, specially the way you bring the whole concept together.
Thank you for helping us look inside ourselves and deal with some issues that sometimes are hard to identify.
Kisses,
Sao
Parabéns pelo seu post!
Achei sua reflexão muito pertinente, somos humanos, não somos perfeitos, temos as nossas falhas, mas a humildade em reconhecer as nossas imperfeições é que nos conduzem a sermos melhores a cada dia.
Um abraço,
Viajante,
Nada no mundo nos diz que somos permanentes para nós mesmos. Outro dia, olhando da muralha do Forte de Copacabana, o mar esverdeado que batia nas pedras, percebi que era mera espuma o que via. Nada permanecia no lugar, entardecia, e nem eu mesma conseguia manter a mente em um ponto específico. Eu me esforçava, eu queria a mente em um ponto só, mas eu não podia. Não que isso não fosse possível para o ser humano. É. Não era para mim naquele momento, talvez o fosse em outros, eu não sei. Só sei, Francisco, que na impermanência das coisas, inclusive das que estão em nós mesmos e, muitas vezes, nem nos apercebemos delas, está esse caminho que temos que percorrer - que é identificar as vivências vãs, os erros e principalmente perdoá-los.
São lindas suas palavras e comoventes, pegaram-me de surpresa e só sei dizer o que digo.
um beijo grande.
vânia
Olá Carla
Estou a fazer campanha para que sempre que possível sejamos amáveis para com todos à nossa volta.
Melhoramos o ambiente fazemos bem aos outros e também a nós próprios.
Vamos fazer um esforço, só custa ao principio, depois vai fazer parte de nós
Beijinho
O Viajante
Olá São
Obrigado pelos teu comentários. Ficarei contente se de facto aquilo que eu escrevi ajudar alguém a ser mais feliz e a espalhar a felicidade pelos outros
Beijinho
O Viajante
Olá Fátima - Navegar é Preciso
O primeiro passo para a cura é reconhecermos que estamos doentes. Para gostarmos dos outros temos que antes de tudo gostar de nós.
Beijinho
O Viajante
Olá Vânia
Eu pensei que iria sentir como suas algumas das minhas palavras. Eu aprendi amando o que são esses dilemas de quem quer mas não consegue, de quem se sente incompreendido e "solitário no meio da gente". Ainda hoje perante isso só sei agir com amor, paciência e a confiança de que todos temos dentro de nós a capacidade de vencer é tudo uma questão de tempo, e eu sei esperar.
O Viajante
Thank you so much for always be with me and love me!!!!
I LOVE YOU!!!!!!
xoxoxoxo
Viajante,
Eu sinto sim como se fossem minhas ou meus esses dilemas e me deparo com eles todos os dias (você pode imaginar com que e tamanha intensidade), essa semana mesmo e com uma pessoa que muito amo. Mas eu também sei esperar,meu amigo, e como!
Um beijo grande.
vânia
Olá Viajante descobri o seu blogue através da querida IdoMind.Gostei tanto da sua maneira de escrever ao deixar os comentários no Jardim que decidi vir visitar o seu Café com Bolos.Tenho a dizer que fiquei encantada com este agradável espaço.Adorei particularmente este post.Beijocas grandes e fofas.
Maria de Fátima
Obrigado pelo seu comentário
Beijinhos também para si
O Viajante
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