quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Homo" Sapiens mas pouco



No início desta minha mensagem gostaria de agradecer à Shin Tau a atribuição deste “selo Lemniscata” e as palavras amáveis que usou para me descrever a mim e ao meu blog. Obrigada amiga.
Quanto à questão acerca de nós enquanto espécie eu poderei dizer “sapiens” mas (ainda) pouco.
Acho que somos animais com níveis de racionalidade que numa escala de 0 a 10 variam de quase zero quando nos defendemos, lutamos pela nossa vida ou entramos em pânico, até 7 ou 8 quando fazemos trabalhos mais científicos.
Apesar de toda a evolução, ainda hoje continuamos em muitas situações a reagir com o que ficou inscrito na nossa matriz genética há mais vinte mil anos atrás embora hoje com meios mais poderosos e com resultados por isso mais catastróficos.
O homem não existe porque pensa como gostaria Descartes, mas de facto o homem existe porque sente, como defende brilhantemente Manuel Damásio no seu livro “O Erro de Descartes”.
Sapiens ou quase teremos que manter a humildade, já que representamos apenas alguns segundos no relógio deste nosso planeta.

Saudações

O Viajante

13 comentários:

The Seeker disse...

I liked that!!!!

xoxo

Vânia Vidal disse...

Viajante,

Andas distante...

Adorei esse texto, bem objetivo e bem simples. Somos uma centelha no vento, uma poeira no universo, e fico com Ortega Y Gasset em sua crítica ao "Cogito ergo sum" cartesiano. Penso logo existo. Como se o pensamento fosse anterior ao ser. Da mesma forma que o silêncio é, segundo o poeta sufista Rûmî, anterior ao faça-se. O sou é anterior ao penso. E o ser nada mais é do que o sentir. O ser pensante é o ser sensível, aquele que sente. Pois todo pensamento só é possível a partir de outro pensamento, e de outro e outro, e na base de tudo está o estímulo sensorial, ou seja, o sentir. Não sei se expliquei bem, meu relacionamento com Ortega y Gasset é tão íntimo que já nem sei onde termina o pensamento dele e começa o meu delírio.
beijos saudosos (vc não freqüenta mais meu lar...)
Vânia

Shin Tau disse...

Querido Viajante,

tudo muito sentido e merecido :* Moi está muito bem ;) et vous?

Gostei do texto, aí está uma das conclusões a que cheguei somos um segundo! A Auto-importância do ser, mais uma vez!

Beijocas

Viajante disse...

Olá Seeker

Obrigado pelo teu amor e carinho

Beijinho

O Viajante

Viajante disse...

Olá Vania

Acredito que temos que melhorar o nosso relacionamento com a natureza. É natural, passe a redundência e deve ser entendido como uma necessidade biolgica.
Quanto ao afastamento, já estive "para além da borda" mas não comentei, senti-me um intruso comentando posts tão intimistas.
As férias não ajudaram muito de facto mas prometo que vou lá. Longe da vista mas nunca do coração. Sinto-a bem portanto fico feliz


Beijinho

O Viajante

Viajante disse...

Olá Shin Tau

Hoje muito francesa. Ainda bem que está bem. Quando estava a ver o seu blog tive uma sensação estranha daí a minha pergunta.
Eu por cá a recuperar de umas férias mais complicadas.
Quando estivermos em simbiose com o planeta e sentirmos que a nossa biologia e a terra estão sempre ligadas então nunca mais faremos mal à Terra porque estariamos a fazer mal a nós próprios

Obrigada pela sua presença

Beijinho

O Viajante

IdoMind disse...

Viajante,

Tenho para mim que não somos todos homo sapiens e a semana passada ía mesmo jurar que ao meu lado no restaurante, estava um babuíno de uma diferente escala de evolução...

Apesar de achar que há muitos homo insapiens concordo com Descarte. Foi a nossa capacidade de pensar que fez de nós "vencedores" entre as outras espécies.Com o racícionio veio a curiosidade de saber mais, vieram as questões, a procura que nos fez descer das árvores...

Com a capacidade de abstracção veio a expressão dos sentimentos. Que sempre lá estiveram mesmo quando andavámos a saltar de galho em galho. Mas não os conseguíamos equacionar,apenas sentíamos.A não ser que ache que os cães, por exemplo, não sentem.

Eu acho que sim. Mas não sabem o que são sentimentos.Foi com o pensar que tomámos consciência de nós e do mundo ao nosso redor.

O que nos levou a pensar? Isso já será mais complicado. talvez o frio, talvez a fome, talvez um fenómeno natural, talvez um antepassado longínquo da IdoMind que se tenha sentado a observar o dia e a noite no seu movimento rotativo...Não sei.

Sei que como tudo o que sobe desce, tanto evoluimos que começamos o caminho descendente e estamos cada vez mais bichos...

beijos Viajante e parabéns pelo merecido prémio

Viajante disse...

Olá IdoMind

E lá vamos nós na nossa tertúlia. de facto foi o nosso raciocinio que "arrumou" os nossos conhecimentos,os catalogou permitiu a dedução de leis a elaboração de projectos cientificos.
Contudo eu acho que não foi a razão que nos levou a descer das arvores, a viver junto dos rios em locais de defesa mais facil. E também tenho algumas dúvidas se a nossa exploração espacial seja uma questão lógica e racional.
E por aqui me fico à espera da proxima

Já lhe disse mas vou repetir gosto quando fala com o coração.

Um beijinho grande

O Viajante

IdoMind disse...

Gostei dessa da exploração espacial...tenho duas teorias:

1. o instinto de sobrevivência, puro e duro, que nos tem mantido vivos há valentes milhares de anos, alerta-nos para a necessidade de procurar outro lar.

2. a mesma curiosidade em função da qual hoje andamos em duas pernas, empurra-nos para a descoberta de novos e misteriosos territórios.

Em ambas as hipóteses, continuo a achar que o pensar foi, e é, o motor de arranque.A pergunta,a dúvida, o porquê, que apenas a articulação de pensamentos pode ocasionar.
Mesmo em relação ao instinto, se sentimos que é hora de qualquer coisa, sem o pensamento ficávamos por aí.Apenas pelo sentir qualquer coisa.É o pensar que leva a procurar e por conseguinte nos levou a evoluir.

beijos

Salamandra disse...

Olá meu amigo
tenho andando mais ausente mas é por pouco tempo.
Quanto a esta matéria é areia demais neste momento para a minha carroça, eu tambem tive este pémio da Lemniscata.
Um abraço hoje deixe ver "rosa"
beijinho
salamandra

Viajante disse...

Olá Salamandra

Longe da vista mas proximo do coração.
Bem vamos a a dar mais valor aquilo que sabemos tá bem?
Que história é essa de carroça?A minha amiga já tem um camião e portanto é preciso mesmo muita areia para que não consiga carregar.
Portanto nada de bocas.

Um abraço amarelo canário do Irão

O Viajante

Vânia Vidal disse...

Oie Viajante,

Li emocionada seu comentário em minha humilde casa. è claro que venho aqui ver suas respostas aos meus simples comentários. Acredite, sou um pouco mais complexa que eles. Quanto a se sentir um intruso, que bobagem, se eu partilhei um monólogo, deixou de ser só meu.

Admiro te muito.
Vânia

a amiga do outro lado do mar

Salamandra disse...

meu amigo viajante olhe que camião é dose.......vou tentar fazer melhor da próxima vez(risos)
um abraço violeta
salamandra