sábado, 29 de novembro de 2008

Mais uma vez a violência




Sempre que acontecem situações como a que aconteceu em Bombaim, as questões que imediatamente se colocam é quem fez, porque razão?
O facto dos indianos suspeitarem do envolvimento dos paquistaneses torna logo a situação delicada, por serem dois paises que actualmente possuem armas nucleares que se têm envolvido em vários conflitos desde 1947,altura em que ficaram independentes dos britânicos.
Depois porque a solução para a razão desses conflitos, a provincia de Caxemira, estava a ser discutida pelos governos indiano e paquistanês e fica em causa perante todas estas suspeições.
Afinal quem serão estes homens os "muajjaidin do Decão" um grupo até agora desconhecido?
A India já enfrentou ataques de extremistas no passado, inclusivé a primeira ministra Indira Gandi foi assassinada por dois elementos Siks da sua guarda pessoal . Contudo o presente ataque tem alguns aspectos que demonstram a existência de uma organização sofisticada.
Começemos com o nome do grupo “os muajjaidin do Decão”. O Planalto do Decão é uma zona do sul da India que durante muito tempo foi habitado por uma população predominantemente muçulmana que por razões religiosas depois da independência da India que se refugiou no Paquistão. Hoje em dia a comunidade muçulmana na India são cerca de 130 milhões de pessoas, assim com esta designação o grupo pretende dar a ideia de que são muçulmanos da India a lutar por uma causa, desviando a atenção do vizinho paquistão, que aliás já se demarcou desta situação, atitude que foi seguinda pelo grupo muçulmano que luta pela independência de Caxemira.
Os objectivos do ataque são na minha opinão económicos, já que foram atacados “centros de negócios “ onde se reunem empresários de todo o mundo e a própria cidade é designada como a capital económica da India; e geo-politicos já que existe vontade por parte de determinados sectores paquistaneses de islamizar a região.
O ataque demonstra treino militar, foi preciso, sincronizado e pretendeu atingir quase simultaneamente pelo menos 7 objectivos, o que põe em evidência um grau de organização e um bom sistema de comando e controlo. Um responsável das forças de segurança indianas declarou que os elementos do grupo que ocuparam um dos hoteis, aparentavam ter um conhecimento perfeito do edifício.
Se tivermos em consideração que em quatro desses objectivos foram tomados reféns, então poderemos assumir que os grupos que procuraram controlar esses locais deveriam ter um efectivo mínimo de 25 elementos o que mesmo assim é manifestamente insuficiente para controlar um hotel com 400 quartos como é o caso do Taj mahal.
Os restantes incidentes foram, na minha opinião, manobras, ou para impossibilitar uma resposta rápida e eficaz das forças de segurança indianas, ou para dar um toque de massacre a anti-semitismo, procurando ligar esta situação ao radicalismo islâmico da "alcaeda", e conseguir alguma simpatia a nível internacional. Com excepção do centro judaico, foram na minha opinião realizadas por equipas de dois ou três elementos, ou seja . poderemos estamos a falar no total de mais de cem atacantes.
Apesar da sua organização os atacantes estavam apenas armados com espingardas automáticas e granadas, não dispondo de equipamento pesado ou explosivos ,o que poderá demonstrar alguma dificuldade logística a esse nivel ou então foi uma decisão relacionada com o objectivo final da operação.
Quando olhamos para a India enquanto a maior democracia do mundo estamos a esquecer a India das casta, a India dos indus, dos muçulmanos, dos Siks. Este ataque talvez pretenda desestabilizar essa India esquecida, das diferenças e claro destruir a India potência económica emergente.
Depois temos a situação geo-política em que o Paquistão, outra democracia com muitas diferenças internas, tenta assumir o papel de potência defensora do Islão na reagião e que por isso tem apoiado os afegãos desde de sempre, primeiro na luta contra os russos e agora contra a Nato, e que pretende chamar para a "Jhad" os 130 milhões de muçulmanos da India.
Apesar de em função dos objectivos ter sido de imedito assumido que os assaltantes pretendiam atacar interesses e pessoas ocidentais, até à data dos perto de duzentos mortos apenas seis são ocidentais, veremos no fim se era esse o objectivo
O maior numero de vítimas, cerca de oitenta, morreram na estação de caminhos de ferro e são na sua maioria indianos. Por outro lado as forças de segurança reconhecem que a falta de planeamento no resgate dos reféns nos dois hoteis, poderá ter levado à morte acidental de alguns.
Daqui a alguns dias as informações serão mais extensas e poderemos ter conclusões mais precisas, mas nunca é bom para os vizinhos que hajam dois paises que se confrontem com armas nucleares. Talvez a China, como já uma vez o fez, ponha estes dois na ordem.
Saudações
O Viajante

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Não tenho palavras


De facto a América é o país das oportunidades onde tudo é possível.
Depois de como governador do estado do Texas George Bush ter mandado executar 152 de pessoas, resolveu naquele espírito que lhe é característico de cristão renascido, indultar um peru de ser morto e comido no dia de Acção de Graças, que vai ser celebrado por esta altura. A feliz ave de seu nome “Pumpkin” será a grande figura da parada do Dia de Acção de Graças da Disneyland onde ficará até ao fim dos seus dias.
Os grupos de defesa dos animais saúdam o gesto.
Direitos humanos isso é coisa para o Darfur.
(preciso rapidamente de um comprimido para o enjoo)
Saudações
O Viajante

A Idade do Espirito


Eu talvez seja a pessoa menos habilitada a falar sobre este assunto, pelo que peço perdão por qualquer incorrecção, às muitas pessoas e entidades que trabalham neste e no outro plano para a sua divulgação.
Tem tido muitas designações o tempo que se aproxima: Nova Era, Era do Aquário, Idade do Espírito, Tempo da Nova Energia, Era da Luz.
Talvez porque essa tenha sido a designação que me acompanha há mais tempo irei chamá-lo de Idade do Espírito.
Desde os anos 50 do século passado que têm surgido algumas mudanças no planeta, nos seus habitantes e na consciência planetária que de acordo com alguns especialistas começa a apresentar características “Cristicas”.
Os seres humanos começam a relembrar capacidades esquecidas, o religioso começou de novo a ocupar um espaço que no início do século tinha sido ocupado pelo laicismo e pelo cientismo.
Até a ciência e a religião estão a encontrar caminhos de entendimento e tolerância nunca vistos numa sociedade como a nossa dividida entre o Mythos e o Logos.
As sociedades secretas abrem as suas portas e em todo o planeta diversas Entidades Cósmicas, Instrutores e Mestres Ascensos, canalizam através de humanos um conjunto de informações para o novo tempo que se avizinha.
Muitas são as fontes portanto temos de usar de algum discernimento para avaliarmos a sua credibilidade. Eu sigo o princípio da sintonia ou seja quando apesar das pequenas diferenças as grandes linhas são coincidentes, eu aceito o que diz a fonte.
Como se trata de um assunto muito extenso estou a pensar faze-lo em vários capítulos que irão abordar: as profecias, os receios dos nossos cientistas, as mudanças planetárias em curso e os possíveis cenários.
Temos pela frente tempos que serão difíceis, muitos de nós terão que mudar de plano para regressarem adaptados ao novo nível vibratório do planeta, mas assistiremos com certeza à construção de uma “nova terra” que como qualquer nascimento terá as suas dores de parto.

Saudações

O Viajante

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tudo bons rapazes



Embora a minha formação seja na área das ciências sociais, adoro relações internacionais e dou atenção a muitos programas que falam dessa área. Num dos canais da televisão estavam a falar de uma nova arma pessoal que equiparia o soldado do futuro e ao longo do documentário foram descrevendo as capacidades da arma. Por último o fabricante faz uma declaração que me deixou no mínimo espantado: “estamos a desenvolver um equipamento que vai salvar muitas vidas”.
Como é que um objecto desenhado e pensado para matar pode salvar vidas? Só na consciência triste e amargurada de quem o fabrica e que se limita a pensar em termos de empresa, grupo político ou país.
As Nações Unidas dizem que durante este Inverno em ligação directa com a crise económica vão ser ameaçados pela fome cerca de 750 milhões de pessoas em todo o mundo. Claro que ainda faltam incluir os outros milhões que com crise ou sem crise estão sempre ameaçados pela fome.
Como se sentirão os gestores financeiros gananciosos quando estiverem a celebrar o Natal com as suas famílias? Se calhar a sua consciência não os acusa de nada eles apenas cumpriram os objectivos que eram exigidos pelas suas companhias, quanto ao resto não têm nada que ver com isso.
Se um terço destas pessoas morrerem, estamos a falar de 250 milhões, ora por muito menos os Estados Unidos entram em guerra com o Iraque e Sadam Hussein foi deposto e executado.
Em 1989 uma Entidade Cósmica canalizada por um humano, entre muitas outras coisas, deixou o aviso que as instituições financeiras eram as piores organizações que existiam neste plano e que no novo milénio iriam causar muito sofrimento, pelo que devíamos evitar utilizá-las.
Pois eu sei que essa gente das armas e dos dinheiros são todos bons rapazes e que gostam de chegar a casa e sentirem que foram úteis para a sociedade, uns porque estão a contribuir para a defesa do seu país, outros que estão a contribuir para o desenvolvimento económico. Mas nestes negócios como noutros quaisquer, o interesse geral tem de sobrepor-se ao individual. Mercado sem regras é coisa que só existe nas mentes deturpadas de alguns indivíduos que depois do desastre se limitam a assobiar para o lado.
Mas a contabilidade Cósmica é infalível e como diz o nosso povo “cá se fazem cá se pagam”
Saudações
O Viajante

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ilha de Saturno


A Berlenga ou Berlenga Grande é a maior ilha do arquipélago das Berlengas, situado a algumas milhas da costa de Peniche. Ilha do Sonho ou de Saturno, já viu desembarcar vikings, mouros, espanhóis e corsários franceses e ingleses.
Por último os portugueses depois de uma reportagem da televisão em 1980, praticamente “invadiram-na” ao ponto de para sua salvaguarda ter sido declarada como reserva natural.
Nos anos setenta não era assim, apenas um pequeno barco a fazer carreiras diárias durante os três meses de Verão e na Primavera, altura em que a ilha ficava cheia de cor, apenas alguns privilegiados com barco próprio a podiam visitar.
Era possível acampar algum tempo, gozar das suas boas praias e sobretudo da sensação de estarmos num mundo diferente.
Como costumávamos dizer era uma ilha onde nos deitávamos ao som das pardelas e acordávamos ao som das gaivotas.
Havia um sentimento de comunidade e de entreajuda, na divisão dos mantimentos e no apoio aos que chegavam sem qualquer equipamento, julgando que lá existissem instalações turísticas para se abrigarem ou comerciais para comprarem o que necessitassem.
Mas este meu post é o reflexo do post colocado pela amiga Salamandra sobre os “feitiços da Lua”. Depois de o ler lembrei-me de uma noite maravilhosa, passada na Berlenga, com uma Lua enorme, transformando o mar em prata com laivos dourados da luz do farol, tudo isto acompanhado por um solo de flauta peruana lá em baixo junto à praia, que transportou a todos os que assistiram para outro planeta.
A “Deusa” dominou-nos completamente e desde aí as noites na ilha ficaram diferentes.
Hoje noutra ilha ainda sinto as noites de Lua como noites diferentes.

Saudações

O viajante

sábado, 22 de novembro de 2008

As mulheres e os homens



Tal como as naturezas do ser humano, homens e mulheres são complementares, logo por muito que queiramos nunca serão iguais.
Ás características físicas, bioquímicas e comportamentais que definem os dois géneros não se mantiveram imutáveis ao longo da evolução da espécie. Para além das primordiais relacionadas com a sobrevivência e reprodução, outras foram surgindo associadas a necessidades específicas ou aos modelos de integração social, algumas delas provocando até mutações que atribuiram capacidades diversas aos dois sexos.
Orientado para a defesa e alimentação do grupo, o homem exercia as suas actividades em equipa, com comando único, estabelecendo estratégias para derrotar adversários superiores em número ou em tamanho. Esta função dotou-o de grande força muscular e desenvolveu-lhe capacidade de trabalhar em equipa, o pensamento estratégico, a capacidade de orientação e mais tarde, depois da sedentarização, a manufactura de artefactos e ferramentas.
No grupo social à mulher era atribuida a procriação e protecção dos filhos e mais tarde, após a sedentarização, a agricultura e os trabalhos domésticos.
O facto de terem de trabalhar sózinhas protegendo os filhos, normalmente em grande número, dotou-as da capacidade para desenvolverem várias tarefas em simultaneo. Por outro lado como tinham de executar essa função em abrigos mal iluminados desenvolveram uma maior acuidade visual, uma maior percepção das cores e dos detalhes e um ângulo de visão lateral maior.
Claro que estamos a falar dos primordios porque até ao presente muitas mudanças socio culturais formataram um conjunto de características que podemos dizer que são femininas e outras que poderemos classificar como masculinas. Contudo hoje parece-me que apesar de podermos classificar esta ou aquela caracteristica como feminina ou masculina já não é tão seguro afirmar que seja exclusiva das mulheres ou dos homens.
A prova disso é que até alguns anos as forças armadas eram um território masculino e na actualidade existem bastantes mulheres, que por opção escolheram ser militares, recebendo formação específica, trabalhando em equipa, comandando, definindo estratégicas e até enfrentado situações de combate.
Por outro lado também existem homens que ”invadem” um espaço inicialmente exclusivo das mulheres como por exemplo na costura e na decoração, e são costureiros e decoradores de renome, revelando uma sensibilidades para as cores e para os detalhes.
Hoje em dia talvez os sexos se definam cada vez mais pelo seu lado fisico e bioquimico porque com a alteração dos papéis em termos sociais as caracteristicas comportamentais deixam de ser inerentes a um ou a outro.
Ainda bem agora já posso chorar !!!



Saudações


O Viajante

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Teoria da Conspiração


No outro dia assisti à recepção da senhora ministra da educação numa escola do norte e pensei: que desperdício, com a crise económica em que vivemos e os miúdos atiram ovos à ministra.
Contudo mais tarde estive a pensar que esta atitude dos nossos governantes de, apesar das manifestações de protesto, continuarem a manter as políticas que idealizaram para resolver os problemas do país, tem talvez uma razão mais profunda, que inicialmente não me tinha ocorrido.
O nosso primeiro deve ter engendrado uma fórmula para matar dois coelhos duma “cajadada”, continuando por um lado a levar a cabo as suas reformas e por outro a lutar também contra a crise. O apoio à indústria poderia ser problemático porque praticamente nada produz para o mercado nacional. Apoiar o comércio seriam na maioria lojas chinesas e os produtos poderiam ter alguns químicos que fizessem mal à saúde. Resolveu virar-se para a agricultura e então pensou em ajudar primeiro os avicultores que estiveram em crise por causa da "gripe das aves" e como era chato a ministra ser atacada a frango, os jovens estudantes, induzidos através de mensagens misteriosas de telemóvel, compraram ovos e fartaram-se de “ovoacionar” a ministra. Tanto quanto pude apurar os produtores de tomates já se perfilam para serem os próximos beneficiados numa das visitas do ministro Pinho às minas de Aljustrel, depois das negociações falharem.
Claro que os produtores de melões já protestaram porque a sua fruta não será com certeza incluída neste quadro de apoio extraordinário à agricultura, na luta contra a crise.
Saudações
O Viajante

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Homem ser dual


Até na definição antropológica o ser humano é um ser dual. Dizemos que o ser humano é animal e racional. Ou seja, nós somos instintos e razão, yin e yiang, bons e maus.
Quando olho para estas duas naturezas a primeira coisa que sinto é complementaridade e não oposição.
Se a “Iluminação” enquanto estado elevado de consciência, segue a regra universal do equilíbrio e considerando que este estado é acessível aos humanos, então as duas naturezas têm de estar presentes sob pena de nunca o atingirmos.
Assim talvez o caminho que nos leva ao Uno não passe pela elevação do lado bom e a pela repressão do lado “mau”.
Vejamos por exemplo uma reunião de um grupo em que um dos elementos, um orador eloquente e até por vezes agressivo, que defende intensamente as suas ideias, pretende que a sua moção seja aprovada pelos outros, porque acha que a sua ideia seria a mais correcta. Ao fim de uma discussão acalorada de várias horas, ao ver que a sua proposta não foi aceite, o sujeito vira a mesa e tenta agredir um dos colegas.
A mesma reunião com os mesmos elementos, contudo no fim, o mesmo sujeito aceita a moção que foi aprovada e dispõe-se a trabalhar na sua execução.
A agressividade necessária à dinamização da reunião e o amor na defesa da sua ideia estão presentes nos dois casos só que no último a pessoa em questão temperou os outros dois aspectos com a tolerância que o levou a aceitar a ideia de outra pessoa como válida. Ele deixou de ser teimoso e violento e passou a ser dinâmico e produtivo.
O nosso caminho no sentido da iluminação tem que passar pelo equilíbrio das nossas baixas vibrações com as altas. E temos que ter consciência que mesmo um dia seres etéreos, poderemos ter baixas vibrações, que poderão influênciar os humanos mais vulneráveis e que são o principal obstáculo a que tanto nós como eles possamos olhar a Luz.

Saudações


O Viajante

sábado, 15 de novembro de 2008

Pessoa e a Vida


Hoje gostaria de partilhar convosco um poema de Fernando Pessoa, acerca da vida enquanto caminho da nossa evolução, que me foi enviado pela pessoa que eu amo.


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo


(Fernando Pessoa)
Saudações
O Viajante

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Um Deus com dupla personalidade?




Existem diferenças fundamentais entre o Deus do antigo testamento e o Deus de que nos fala o Sr. Jesus.
De acordo com o que está escrito o Deus do Antigo Testamento é o Deus do “olho por olho dente por dente” que lançou sobre a “terra” o dilúvio do qual se salvou apenas Noé e a sua descendência, arrasou Sodoma e Gomorra apesar dos pedidos de Abraão, fazendo chover sobre elas enxofre. Lançou pragas sobre o Egipto, matou todos os primogénitos dos egípcios e destruiu o seu exército para que os israelitas pudessem sair daquele país. Mas como eles construíram um ídolo e afastaram-se Dele castigou-os fazendo-os vaguear pelo deserto durante quarenta anos até atingirem a “terra prometida” e depois de todo o trabalho realizado em Seu nome só permite a Moisés que a veja de longe.
O Deus de Jesus é o oposto, é o “Pai nosso que está no céu” que nos ama e que veio introduzir nas tábuas da Lei um mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo”, inclusive os inimigos, é o Deus do perdão da bondade da segunda oportunidade. Colocou-se claramente contra muitas das leis religiosas e sociais vigentes e falou através de Jesus de coisas que eram absolutamente revolucionárias para a época.
Considerando que Deus é criador e portanto pre-existente aos homens ficamos com a ideia que ele evoluiu de Deus dos Exércitos para Deus do Amor o que será inconsequente já que Deus “é” logo sempre perfeito e imutável.
Podemos também pensar que ele agiu de maneira diferente porque o “coração dos homens era mais duro” e como tal as leis teriam ser mais duras. Mas mesmo duro ele teria de ser justo e tolerante o que continua a ser incompatível com o discurso se não és por mim estás condenado, ou com as destruições em massa.
Também está escrito que Deus se arrependeu do dilúvio que lançou sobre a terra como se tivesse cometido um excesso ou um erro. Outra situação inconsequente já que como perfeito que é não erra.
Poderá também ter acontecido que os homens tenham criado uma imagem de Deus que legitimasse as suas leis punindo com a destruição os pecadores que não as cumprissem.
Ou então os escritos que chegaram até nós apresentam episódios ocorridos em circunstâncias especiais, como as pragas do Egipto, a destruição do exercito do faraó, a destruição de cidades, a exterminação de milhares de pessoas, que são entendidos como acontecimentos de origem divina, quando talvez tivessem resultado de acidentes naturais, ficcionados pela tradição.
Mas o mais interessante é que apesar da dureza do coração dos homens há dois mil anos ser ainda muita, surgiu através de Jesus o Deus do Amor, que não pretendia legitimar as leis dos homens antes pretendia mudá-las. Talvez tenha vindo repor a verdade dos factos e limpar a imagem do Deus punitivo do antigamente
O meu Deus é claramente este.
Saudações
O Viajante