sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Compreensão - chave do conhecimento


Que bom seria termos uma garantia absoluta de segurança. Se pudéssemos ter a certeza de tudo o medo desapareceria, fosse em relação ao presente fosse em relação ao futuro.
Mas não temos e por isso, quer consciente quer inconscientemente, estamos sempre à procura de segurança. Muitas vezes física desenvolvendo capacidades ou acumulando bens, outras vezes emocional ligando-nos a sistemas de ideias ou crenças, na busca da virtude da felicidade do amor e do pretenso conhecimento
Mas embora nos entrincheiremos por trás das seguranças do conhecimento, da virtude, do amor e da posse, embora edifiquemos muitas certezas, estamos sempre a construir uma casa sem alicerces que será derrubada facilmente pelas ondas da vida que chegam em experiências, uma após outra e que destroem todo o conhecimento anterior, todas as certezas anteriores, arrastando as seguranças que tão diligentemente construimos, disseminando-as ao vento como palha.
Como tal procuramos continuamente a substituição, e essa substituição torna-se a nossa meta, o nosso objectivo. Dizemos, esta crença provou não ser de qualquer valor, portanto deixa-me virar para outro conjunto de crenças, outro conjunto de ideias, outra filosofia.
Só que não nos livramos do medo pela remoção de um conjunto de crenças substituindo-o por outro. Torna-se necessário que tomemos consciência do verdadeiro valor das crenças a que nos agarramos, do significado persistente dos nossos instintos de posse, das limitações do nosso conhecimento e das seguranças que edificamos. Somente atingindo essa compreensão podemos pôr fim ao medo.
Talvez para que possamos compreender o Cosmos no seu significado pleno, torna-se necessário que a mente esteja vazia, livre dos grilhões do espaço do tempo e do hábito da aquisição auto-protectora.


Saudações


O Viajante


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ai os brandos custumes!






Mais uma tragédia aconteceu no nosso pais e uma família que passava as suas férias no Algarve acabou por ser noticia pelas piores razões.
A sinalização de perigo lá estava mas não impediu que num espírito de “nacional porreirismo” sempre com aquela ideia de que só acontece aos outros, que várias pessoas se tenham posto à sombra da falésia, e ficado debaixo dela quando desmoronou.
De imediato o governo respondeu com a politica da casa roubada trancas na porta, mandando verificar as falésias de todas as praias deste país ( só de ouvir isso, e se a situação não fosse tão triste, teria ficado cansado, de tanto rir claro). A comunicação social antecipou-se ao governo deu a volta a todas as praias do país (com falésias claro) conversando com os corajosos banhistas que por baixo delas continuam a colocar as suas toalhas.
Pois já venho há alguns anos para aqui no Verão e nunca me aconteceu nada, dizia um. Só me apeteceu dizer como os miúdos: dah!! Se tivesse acontecido não estavas a dizer asneiras na televisão. Uma senhora segurando o seu filho de tenra idade dizia que aquilo era um lugar público e que se algo acontecesse a culpa era do governo. Pois claro como os neurónios são poucos batemos no “ceguinho”. Até parece aquela anedota do camionista que estava a fazer uma mudança e se deparou com uma ponte que de acordo com a sinalização não suportava o peso do seu camião. Ao ver a sua hesitação o cliente que ia sentado ao seu lado disse-lhe com ar de quem tudo soluciona: "Ó homem avance, a policia nunca costuma estar por aqui".

Se pagamos multa por não usar capacete, cinto de segurança ou cadeira especial para bébé por que raio não havemos de pagar também por não obedecermos aos sinais de perigo? Colocamos de forma incompreensivel a nossa vida em risco e muitas vezes a dos outros que nos tentam salvar. Quanto custou ao país aquele acidente: cinco mortos, três dezenas de bombeiros destacados para o local, outros tantos voluntários, policia maritima, técnicos, pelo menos quatro máquinas e o combustível gasto pelos nossos governantes que lá se deslocaram.

Podia não resolver a crise mas talvez ajudasse.


Saudações


O Viajante

domingo, 30 de agosto de 2009

Os males do ego


Há algumas semanas em conversa com um familiar veio à discussão a necessidade de anularmos ou pelo menos controlarmos o nosso ego que é visto por várias correntes espiritualistas como a fonte de muitos dos nossos problemas quotidianos.
Se tivessemos que definir o que é o nosso ego (eu), apesar da dificuldade em apontar todos os aspectos que o definem, encontrariamos uma boa dúzia de factores que contribuem para a sua construção. Assim poderiamos dizer que o ego é o conjunto dos nossos sentidos, dos nossos sentimentos, da nossa imaginação, das nossas qualidades, e defeitos, das nossas aspirações e ambições, das nossas alegrias e tristezas e daquilo que possuimos.
Olhando bem damo-nos conta de uma coisa, parece que o ego não se limita à posse das coisas materiais ou a motivar uma atitude centrada em nós, para além da acção consciente, agindo no exterior o ego é também uma profunda consciência interior que se expande pelos difrentes níveis de consciência do nosso plano
Daí que o mesmo ego que todos os dias provoca, guerras, miséria, corrupção e violência, também é capaz de agir para o bem, tentando de alguma forma contrabalançar os aspectos negativos que apontei.
Fundamentalmente o que caracteriza o ego é a acção. Mesmo quando nós decidimos mudar, ser agradáveis com os outros, ser humildes, não sermos egoistas, deixarmos de acumular coisas. Tudo isto resulta da acção ego e não de aumento do nosso auto-conhecimento, ou de qualquer ligação especial ao Universo.
O ego leva-nos a agir permanentemente, formulando, racionalizando, criando, mas como está ancorado num sistema de regras, crenças, tradições e aculturação, apenas nos dá uma perspectiva parcial da realidade, o que para quem procura um conhecimento integrado(absoluto) das grandes leis universais é muito limitado.
Sempre que pensamos em verdade, amor ou até felicidade, nós racionalizamos, formulamos conceitos e chegamos até à brilhante conclusão que existe mais do que uma verdade, que o amor ou a felicidade se revestem de várias formas. A verdade o amor e a felicidade são "incriados", podemos dizer apenas que eles existem, quando racionalizamos sobre eles estamos apenas as criar reproduções pobres, quase ilusões, que nos acabam por criar situações de sofrimento.
Para entendermos a verdade o amor e a felicidade talvez a nossa mente tenha que deixar de racionalizar, de criar, sentar-se muito quieta, aumentar a sua flexibilidade e a sua tranquilidade até ao infinito, sem espaço nem tempo, só assim surgirá a compreensão, com ela o auto-conhecimento e com ele a paz.

Saudações

O Viajante


sábado, 29 de agosto de 2009

Mais "selos" para o "Café e bolos"




Quando cheguei de férias já tinha dois "selos" que a Shin Tau do "Grimoir - O livro sobre o caminho do meio" e a Marise Catrine dos "Momentos recortados" fizeram o favor de atribuir ao meu blog.
Tenho estado à espera do regresso de férias destas duas amigas bloggers para colocar este post.
Embora eu goste sempre dos vossos prémios por vezes tenho alguma dificuldade em distribuí-los já que a lista de amigos do meu blog não é lá muito extensa. Poderá acontecer que mande para um ou dois e não para os cinco que em alguns casos é solicitado, mas é sempre ancorado em dois sentimentos: gratidão em relação a quem me oferece e muito carinho para quem envio.
Em relação ao selo oferecido pela Shin Tau que tem por título "Seu blog é mágico" vou enviá-lo a três amigas bloggers:
Á Barbara e ao seu blog "lesados em geral" porque consegue falar de assuntos sérios de forma caústica mas tambem criativa e com uma pitadinha de humor, que torna interessante e agradável a leitura dos seus "posts".
Á Adriana e ao seu bolg "Arte Voadeira" pelos seus desenhos lindos que por exemplo, transformam um simples livro de receitas numa obra de arte.
Á Marise Catrine e ao seu blog " Momentos recortados" pelo conteúdos sempre profundos e relevantes dos seus posts.
Quanto às questões:
Musica mágica: Carmina Burana
Filme mágico: Excalibur
Viagem mágica: Tomar
Maquilhagem mágica: apesar da minha inexperiência nessa area eu diria que são todas porque todas as mulhereres ficam mais bonitas com elas e aí reside a magia da coisa.
Quanto ao outro "selo" oferecido pela Marise Catrine "Blog Coração de ouro vou oferecê-lo a mais três amigas bloggers:
Á Seeker e ao seu blog "Searching the inner me", porque de facto linda tu tal como o teu blog têm coração de ouro.
Á Vânia e ao seu blog "Para além da borda" porque isto de viajar na "montanha-russa" tem de ser feito com o coração e a contar com os amigos que nos esperam na chegada.
Á Carla do blog"Piscos de gente" para lhe agradecer a sua amizada e apoio.

Saudações

O Viajante






quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Expliquem-me para ver se entendo





Os americanos podem ter muitos defeitos mas a falta de auto-critica não é um deles seguramente.

Estive a assistir ao programa “60 minutos” e fiquei chocado com o facto de num país como os Estados Unidos existirem pessoas que estão condenadas a morrer porque não têm dinheiro para pagarem os tratamentos médicos.
Alguns deles na cidade de Los Angeles doentes oncológicos que por estarem doentes perderam o seu emprego e como tal o seu seguro de saúde e agora quase sem dinheiro para comer viram-se confrontados com o facto de o hospital da cidade ter de encerrar a sua unidade de oncologia onde atendia esses doentes, gratuitamente, porque as verbas de funcionamento foram reduzidas em várias dezenas de milhões de dólares.
São pessoas que até há bem pouco tempo trabalhavam e nunca estiveram inscritas na assistência social e agora são praticamente abandonadas pelo sistema que as explorou durante a maior parte da sua vida.
São cerca de 45 milhões os americanos que por razões diversas não têm seguro de saúde. As companhias de seguro lá tal como aqui tendem a rescindir os contratos com os clientes que lhes causam mais problemas o que quer dizer que a partir dos cinquenta anos existem poucos contratos individuais. São as empresas que asseguram isso nos benefícios sociais que dão aos seus trabalhadores, que obviamente acabam quando as pessoas são despedidas, o que não é difícil já que a legislação laboral é extremamente flexível.
Perante esta tragédia humana gostaria que me explicassem porque razão estão os americanos tão preocupados com a ideia do seu presidente de criar um serviço nacional de saúde para que ninguém morra por falta de assistência. A desinformação é enorme e há uma verdadeira campanha para que Obama desista, talvez por parte daqueles que provocaram esta crise económica, que lançaram a América numa guerra em duas frentes, que encheram os bolsos com a especulação dos preços do petróleo mas quase deixaram morrer à fome as vítimas do "Katrina" e passam o tempo a dizer: "we support our troops". Eu tambem apoiavam desde que sejam eles a levar os tiros e a morrerem em vez de mim e eu a encher os bolsos.

Interessante como um pais que corre meio mundo para acabar com tiranias e na defesa dos direitos humanos tem dificuldade em ajudar uma parte da sua população quando doentes. Talvez as multinacionais do sector saibam as razões. Cada vez gosto mais da economia de mercado!!


Saudações

O Viajante

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Muita caldeira e pouca bandeira



Parcerias públicas/privadas é o que está a dar. Depois do escândalo dos contentores agora temos a linha saúde 24.
Instrumento fundamental, segundo o governo no combate a gripe A, parece não estar a cumprir a sua função. As críticas são mais que muitas e em carta dirigida ao ministério vários profissionais da saúde falam de caos.
A própria ministra veio a público admitir que a linha de saúde 24 apenas atende um terço das chamadas que estão contractualizadas e que segundo governante são 10 mil por dia.
Por seu lado a empresa gestora da linha de saúde 24 defende-se dizendo que quando este serviço foi criado na Primavera de 2007 apenas foi considerado o funcionamento normal do sistema, com alguns picos de situações de sazonalidade", mas não 10 ou 20 mil chamadas por dia, nem sequer foi posta a hipótese de uma pandemia.
Como tal o ministério terá que aumentar as verbas para que a empresa possa contratar mais 400 enfermeiros.
Então meus senhores, afinal quem fala verdade aqui? isto já parece a situação de Sta. Maria. Vamos lá mostrem o papel e acabem de vez com esta troca de galhardetes. Se está estipulado no contratado 10 mil chamadas por dia, os responsáveis pela empresa que cumpram e deixem de andar à procura do dinheiro dos contribuintes para tapar os seus erros gestionários. Se continuam a não cumprir o contrato só há um caminho rescisão. Não faltarão empresas por aí dispostas a gerir a linha de saúde 24 e talvez com melhores resultados.
Estou cada vez mais desconfiado com estas parcerias público/privadas que vão alimentado sem conta nem medida, com os nossos impostos, uns quantos “ empresários de sucesso”. Já agora gostava de saber, quem fazendo frente à crise comprou o seu Ferrari este ano. Por cá foram vendidos 20, mais 11 que no ano passado.
Saudações
O Viajante

sábado, 1 de agosto de 2009

Porque gosto do teu sorriso



Adoro o teu sorriso Porque é:

Radioso como o sol ao meio dia

Forte como aquela onda que nos alaga completamente

Seguro como um porto de abrigo em dias tristes

Cristalino como a água daquela cascata na Serra da Estrela

Doce como os pastéis de nata daquela lojinha do Colombo

Quente como o solinho que gostamos de sentir num dia de Inverno

Tranquilo como aquele por do sol à beira mar

Revelador porque diz o que a tua alma sente

Envolvente porque nos cerca de uma luz com cambiantes de arco-iris

Saudoso porque sentimos a sua falta quando não o temos

Imenso como o amor que transparece nos teus olhos


E pronto agora já sabes!


Um Beijo terno linda Seeker


O Viajante

domingo, 19 de julho de 2009

Hoje vi estrelas!


E pronto já cá estamos no nosso lugar de férias.

Uma paisagem serrana com um hotel com ar alpino, com piscinas e spa. Os ingredientes estão presentes, portanto julgo tudo irá correr bem e serão com certeza momentos para recordar.

Claro que para um homem que vive junto ao mar, a montanha pode em determinadas alturas nos fazê-lo sentir-se claustrofóbico. Eu tenho uma técnica, quando me sinto assim, olho para o céu e foi isso que fiz ontem.

Dei por mim a pensar na Ursa Maior e na sua filha mais pequena, na Cassiopeia e na sua forma em W, na Orion e nas três estrelinhas que se encontram no seu centro e que por cá se chamam as Três Marias. Até apontei a Estrela Polar e como não podia deixar de ser Venus.

Muitos destes corpos celestes estão a distâncias inimaginaveis, daí que sejam medidas em “anos-luz” ou seja a distância que a luz percorre durante um ano, qualquer coisa como 9 triliões de quilómetros.

Tirando o nosso Sol a estrela mais perto de nós , Proxima da constelação Alfa de Centauro, está a cerca de 4,5 anos-luz mais ou menos 40 triliões de quilómetros.

A sonda Voyager, a mais rápida de todas as naves construidas pelo homem, demoraria 700 mil anos a percorrer essa distancia.

Depois de ter pensado tudo isto olhei de novo para as estrelas e pensei quão falíveis podem ser os nossos sentidos, talvez quem saiba estou a olhar para um céu que já não existe. Talvez algumas das estrelas que me enviaram a luz que hoje eu estou a receber, tenham deixado de existir há milhões de anos atrás.

De facto somos seres bem adaptados ao nosso planeta contudo teremos que desenvolver outras capacidades se queremos sair dele, seja para o espaço seja para outros planos.

Os nossos cientistas também estão cada vez mais na onda dos felizes que acreditam sem terem visto.

Saudações

O viajante

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Estou nas nuvens!!


Não em sentido figurado mas na verdadeira acessão da palavra. Estou a cerca de dez mil metros sobre o Atlântico a caminho de Lisboa e de umas férias, não sei se merecidas mas sem dúvida necessárias.

Ao ver-me dentro deste charuto a oitocentos quilómetros por hora não pude deixar de pensar no que a nossa espécie tem feito na tentativa de se adaptar ao planeta e nos riscos que muitas pessoas correm todos os dias atravessado o mar ou o ar, dois ambientes hostis para qualquer ser humano, confiando apenas na tecnologia, isto claro apesar de existiram falhas que conduzem inúmeras vezes ao desastre

"Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra". Esta frase, tida como palavra de Deus transcrita do Antigo Testamento, parece dar a ideia que Ele queria que fizéssemos a terra à nossa imagem, mudando-a de acordo com as nossas necessidades, aparentemente deixando a porta aberta a todo o tipo de agressões ambientais e outras.

No entanto seria bom que os defensores da última parte da frase dessem atenção à primeira palavra : crescei.

Só crescendo sobretudo em espírito é que conseguiremos ver que a palavra chave na nossa relação com o planeta não é domínio mas sem simbiose.

Saudações

O viajante

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Amar" sem Amor


“Não existe acto mais cobarde do que despertarmos noutro ser humano o amor sem nunca termos a intenção de o amar”.
Claro que isto não se aplica a todas as relações que não resultaram, muitas delas tiveram no seu início sentimentos profundos, vontade de arriscar numa vida a dois, mas que por circunstâncias diversas não chegaram a bom porto.
Estou a falar de certas pessoas muito mais preocupadas em ter do que em ser, que por razões que apenas têm que ver com o seu conforto pessoal ou até com um certo espírito caçador, mudam completamente de personalidade, no sentido de garantirem algo que pretendem de outra pessoa, cercando-a de todo tipo de atenções, levando a uma resposta que é muitas vezes baseada num sentimento genuíno.

Como não conseguem definir bem o que sentem, talvez porque na sua primeira infância viveram num ambiente pouco afectivo e tal como os bebés apenas têm situações de conforto e desconforto, que ao longo da sua vida nunca conseguiram descodificar, tendem a controlar de forma quase obcessiva a relação e o parceiro/a.
São normalmente pessoas que fazem as suas escolhas de forma pragmática: novo, bonito, rico, bem empregado, boa casa, bom sexo Enquanto estas variáveis se mantiverem a pessoa sente-se bem na relação e quer mantê-la. Constroem-se carreiras profissionais, até se têm filhos, mas o amor, pelo menos pela parte dessa pessoa nunca está presente.
Depois quando naturalmente por circunstâncias da vida novas variáveis são acrescentadas como problemas profissionais, de saúde ou financeiros, especialmente afectando o parceiro/a o desconforto instala-se e os defeitos do outro surgem do nada, e parecem aumentar diariamente. A ruptura é feita a nivel psicológico quase desde o ínicio e o tempo vivido até à ruptura de facto é doloroso e marcado por conflitos já que a fraca tolerância aos problemas dos outros é uma das caracteristicas destas pessoas. Se existem relações que se mantêm por mais tempo deve-se sobretudo ao facto de existirem filhos, património, ou à custa de vidas duplas.
Claro que o pragmatismo também tem os seus riscos especialmente quando essas pessoas se envolvem com pessoas que funcionam como elas. Quando descobrem que na verdade a pessoa não tem nada que ver com a imagem que quis “vender” nos primeiros encontros, sentem-se enganadas e a relação transforma-se numa luta para determinar quem têm a última palavra. Durante algum tempo irão haver encontros e desencontros até que um deles tenha uma perspectiva de vida que o atraia mais. Então aí a luta acaba. O outro pode ainda “refilar” mas como deixa de ter resposta acaba também por tentar reorientar a sua vida.
A maior parte não reconhece essa falha de personalidade e como até tem tido alguns resultados irá usar essa estratégia até ao fim, independentemente dos estragos que possa provocar à sua volta.

Algumas conseguem ser honestas com os outros, especialmente quando não pretendem nada deles, mas quem as conhece sabe que são pouco sensíveis aos problemas alheios e difíceis de confiar.

Acredito que muitas delas gostariam de mudar alguns aspectos da sua personalidade porque têm consciência que a sua insatisfação permanente magoa quem elas trazem para a sua vida e não as faz felizes.
Acho que o primeiro passo para mudarem as coisas seria alterarem os parâmetros de escolha, dos parceiros/as. Depois, se encontarem o amor na pessoa que escolheram devem guardá-lo e protegê-lo como algo muito valioso, que irá servir de suporte à relação sobretudo nos momentos difíceis.

O caminho para a felicidade assenta no amor, na amizade e na compreensão e exige trabalho e confiança.

Saudações



O Viajante