
A sinalização de perigo lá estava mas não impediu que num espírito de “nacional porreirismo” sempre com aquela ideia de que só acontece aos outros, que várias pessoas se tenham posto à sombra da falésia, e ficado debaixo dela quando desmoronou.
De imediato o governo respondeu com a politica da casa roubada trancas na porta, mandando verificar as falésias de todas as praias deste país ( só de ouvir isso, e se a situação não fosse tão triste, teria ficado cansado, de tanto rir claro). A comunicação social antecipou-se ao governo deu a volta a todas as praias do país (com falésias claro) conversando com os corajosos banhistas que por baixo delas continuam a colocar as suas toalhas.
Pois já venho há alguns anos para aqui no Verão e nunca me aconteceu nada, dizia um. Só me apeteceu dizer como os miúdos: dah!! Se tivesse acontecido não estavas a dizer asneiras na televisão. Uma senhora segurando o seu filho de tenra idade dizia que aquilo era um lugar público e que se algo acontecesse a culpa era do governo. Pois claro como os neurónios são poucos batemos no “ceguinho”. Até parece aquela anedota do camionista que estava a fazer uma mudança e se deparou com uma ponte que de acordo com a sinalização não suportava o peso do seu camião. Ao ver a sua hesitação o cliente que ia sentado ao seu lado disse-lhe com ar de quem tudo soluciona: "Ó homem avance, a policia nunca costuma estar por aqui".









