quinta-feira, 16 de julho de 2009

Estou nas nuvens!!


Não em sentido figurado mas na verdadeira acessão da palavra. Estou a cerca de dez mil metros sobre o Atlântico a caminho de Lisboa e de umas férias, não sei se merecidas mas sem dúvida necessárias.

Ao ver-me dentro deste charuto a oitocentos quilómetros por hora não pude deixar de pensar no que a nossa espécie tem feito na tentativa de se adaptar ao planeta e nos riscos que muitas pessoas correm todos os dias atravessado o mar ou o ar, dois ambientes hostis para qualquer ser humano, confiando apenas na tecnologia, isto claro apesar de existiram falhas que conduzem inúmeras vezes ao desastre

"Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra". Esta frase, tida como palavra de Deus transcrita do Antigo Testamento, parece dar a ideia que Ele queria que fizéssemos a terra à nossa imagem, mudando-a de acordo com as nossas necessidades, aparentemente deixando a porta aberta a todo o tipo de agressões ambientais e outras.

No entanto seria bom que os defensores da última parte da frase dessem atenção à primeira palavra : crescei.

Só crescendo sobretudo em espírito é que conseguiremos ver que a palavra chave na nossa relação com o planeta não é domínio mas sem simbiose.

Saudações

O viajante

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Amar" sem Amor


“Não existe acto mais cobarde do que despertarmos noutro ser humano o amor sem nunca termos a intenção de o amar”.
Claro que isto não se aplica a todas as relações que não resultaram, muitas delas tiveram no seu início sentimentos profundos, vontade de arriscar numa vida a dois, mas que por circunstâncias diversas não chegaram a bom porto.
Estou a falar de certas pessoas muito mais preocupadas em ter do que em ser, que por razões que apenas têm que ver com o seu conforto pessoal ou até com um certo espírito caçador, mudam completamente de personalidade, no sentido de garantirem algo que pretendem de outra pessoa, cercando-a de todo tipo de atenções, levando a uma resposta que é muitas vezes baseada num sentimento genuíno.

Como não conseguem definir bem o que sentem, talvez porque na sua primeira infância viveram num ambiente pouco afectivo e tal como os bebés apenas têm situações de conforto e desconforto, que ao longo da sua vida nunca conseguiram descodificar, tendem a controlar de forma quase obcessiva a relação e o parceiro/a.
São normalmente pessoas que fazem as suas escolhas de forma pragmática: novo, bonito, rico, bem empregado, boa casa, bom sexo Enquanto estas variáveis se mantiverem a pessoa sente-se bem na relação e quer mantê-la. Constroem-se carreiras profissionais, até se têm filhos, mas o amor, pelo menos pela parte dessa pessoa nunca está presente.
Depois quando naturalmente por circunstâncias da vida novas variáveis são acrescentadas como problemas profissionais, de saúde ou financeiros, especialmente afectando o parceiro/a o desconforto instala-se e os defeitos do outro surgem do nada, e parecem aumentar diariamente. A ruptura é feita a nivel psicológico quase desde o ínicio e o tempo vivido até à ruptura de facto é doloroso e marcado por conflitos já que a fraca tolerância aos problemas dos outros é uma das caracteristicas destas pessoas. Se existem relações que se mantêm por mais tempo deve-se sobretudo ao facto de existirem filhos, património, ou à custa de vidas duplas.
Claro que o pragmatismo também tem os seus riscos especialmente quando essas pessoas se envolvem com pessoas que funcionam como elas. Quando descobrem que na verdade a pessoa não tem nada que ver com a imagem que quis “vender” nos primeiros encontros, sentem-se enganadas e a relação transforma-se numa luta para determinar quem têm a última palavra. Durante algum tempo irão haver encontros e desencontros até que um deles tenha uma perspectiva de vida que o atraia mais. Então aí a luta acaba. O outro pode ainda “refilar” mas como deixa de ter resposta acaba também por tentar reorientar a sua vida.
A maior parte não reconhece essa falha de personalidade e como até tem tido alguns resultados irá usar essa estratégia até ao fim, independentemente dos estragos que possa provocar à sua volta.

Algumas conseguem ser honestas com os outros, especialmente quando não pretendem nada deles, mas quem as conhece sabe que são pouco sensíveis aos problemas alheios e difíceis de confiar.

Acredito que muitas delas gostariam de mudar alguns aspectos da sua personalidade porque têm consciência que a sua insatisfação permanente magoa quem elas trazem para a sua vida e não as faz felizes.
Acho que o primeiro passo para mudarem as coisas seria alterarem os parâmetros de escolha, dos parceiros/as. Depois, se encontarem o amor na pessoa que escolheram devem guardá-lo e protegê-lo como algo muito valioso, que irá servir de suporte à relação sobretudo nos momentos difíceis.

O caminho para a felicidade assenta no amor, na amizade e na compreensão e exige trabalho e confiança.

Saudações



O Viajante

A Festa do Sol




Na noite de 23 com o desfile das marchas de S. João viveu-se o momento mais alto das festas em hora de S. João que animam, de 19 de Junho até dia 28 a cidade de Angra do Heroismo, conhecidas pelas “S. Joaninas”.

Depois de em anos anteriores terem celebrado a diversidade cultural e o papel da cidade na carreira das indias, as festas têm como tema este ano o Sol, enquanto gerador de energia e força para caminharmos no sentido de um futuro luminoso.

Contudo a festa não se reduz às marchas. Desfiles de grupos folcloricos e filarmónicas, bem como eventos desportivos como regatas e provas de BTT, passando por exposições de pintura e fotografia, mostras etnográficas e como não podia seixar de ser, esperas de gado e corridas de touros.

Todas as noites em seis pontos da cidade haverão espectáculos musicais, alguns deles com artistas de renome e também estão disponíveis um pouco por toda a cidade “tasquinhas” onde para além da comida “normal” se podem provar alguns petiscos locais como lapas grelhadas, favas cuadas, batatas com massa malagueta, morcela frita e a alcatra.

As festas são encerradas por um desfile de bandas filarmónicas, que na Terceira são vinte e duas, e por um sempre espectacular fogo de artificio.

Espero que para o ano alguns de vós que estão a ler este post resolvam passar por cá e divertirem-se um pouco

Saudações

O Viajante

domingo, 14 de junho de 2009

Da Saudade


Hoje Lisboa recebeu-me com um manto de sol e céu debruado a colinas.

Olhei para os rostos ansiosos dos que esperavam familiares e amigos na saida do aeroporto e instintivamente procurei-te, mas claro não te vi.

Dei-te um beijo e tu ficaste. Eu sei como ficaste!!

Mil milhas depois já sinto saudades dos teus abraços

Passeei pela cidade mas os “nossos” lugares tinham uma cor diferente.

Hoje senti que de facto somos como uma caravela, se eu sou o leme tu és a vela que enfrenta os elementos e nos impulsiona.

O bom das partidas é que deixam sempre em aberto a hipotese do regresso e os regressos são muito mais honestos e sobretudo mais saborosos

Deixo-te com um beijo linda “seeker”, dorme e sonha.

O Viajante

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A vingança da natureza ?


Não sei porquê mas este surto quase pandémico da gripe A que teve inicio no México está a preocupar-me.
È facto que é menos letal que a gripe espanhola, que em 1918 matou mais de vinte milhões de pessoas, ou que as gripes asiática e de Hong kong que em 1958 e 63 mataram mais de quatro milhões.
Apesar de estarmos quase no Verão e tendo em conta as medidas tomadas de imediato pela maioria dos países, impressiona a forma como em poucos meses foram infectadas mais de duas dezenas de milhar de pessoas e cerca de 150 morreram. Como será no próximo Outono/Inverno, quando as temperaturas baixarem?
Continuamos a atacar estes vírus com antibióticos ou anti-inflamtórios. E a velha vacina? Segundo os especialistas não resulta porque o vírus tem mutações com muita frequência. Com muita frequência eles querem dizer em alguns meses, ou seja nada nos garante que no próximo Inverno o vírus não esteja muito mais letal do que agora.
Ao que parece dantes tanto os vírus como as bactérias sofriam menos mutações tornando as vacinas mais eficazes. Ultimamente não acontece assim, talvez porque tenhamos banalizado o uso dos antibióticos acabámos por forçar o microrganismo a inscrever no seu DNA a aceleração das mutações como forma de sobrevivência. Este processo terá acontecido num espaço de sessenta anos o que será um tempo extraordinariamente curto para um organismo vivo.
Daqui a mais alguns anos, e quando digo alguns estou a falar em 2 ou 3, os antibióticos existentes não terão qualquer efeito nos vírus e bactérias que nos vão atacar.
Então aí a nossa omnipotente tecnologia vai ter muitas dificuldades em nos valer e afinal não serão as armas nucleares, a poluição ou as mudanças climatéricas mas uns seres vivos, que não precisam de cérebro para serem inteligentes, muito mais capazes do que nós, que irão talvez quem sabe, obrigar-nos a repor o equilíbrio natural.


Saudações

O Viajante

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O Caminho e a busca do Equilibrio


A forma como interajo com as pessoas e com o ambiente à minha volta resulta com certeza das experiências que fui vivendo desde que cá cheguei.
A tolerância em relação aos outros bem como a capacidade de os ouvir, ajudar e até perdoar se for caso disso, não são atitudes fáceis e eu admito que nestes anos tive e tenho algumas intolerâncias por resolver, não ajudei algumas pessoas que podia ter ajudado e não consegui perdoar outras.
A minha recusa em ver as coisas, assobiando para o lado como se não existissem, motivou por vezes respostas do Universo que quase sempre me foram colocadas de forma súbita e brutal. Apesar da primeira reacção ser fugir o facto de estar “encostado à parede” só me dava um caminho, resolver a questão.
Aprendi a ser amável o que não quer dizer que o consiga ser com toda a gente. Até quando discutimos ideias podemos ser amáveis, magoar alguém porque achamos que ele é fraco ou indeciso acabará por ser um acto de arrogância da nossa parte e talvez em defesa de uma ideia que amanhã nós próprios chegamos à conclusão que não estava tão correcta assim.
Aprendi também que muitas vezes as pessoas não mudam, não porque não querem, mas porque não são capazes. Por vezes aquilo que para nós parece fácil e lógico (como se nós fossemos lógicos) para determinadas pessoas é uma muralha quase intransponível.
A primeira atitude é não há pachorra para essa gente, achamos que eles andam por aqui para ocuparem o nosso tempo, sugarem a nossa energia. Claro que depois aparece alguém na nossa vida que manipula e mente sistematicamente e nós vamos sempre arranjando tempo e vontade para o perdoarmos.
Eu não vejo isso assim, acho que muitos deles sofrem a tentar dar a volta e julgo que aquilo que mais os entristece é o facto de se sentirem abandonados e sobretudo incompreendidos.
Não uso túnica branca, não procuro a redenção e apesar de achar que devo ensinar aos que não sabem e corrigir os que eu acho que estão a errar tento fazer isso com amor, tolerância e paciência
Mas claro, isso sou eu, existem outros caminhos tão válidos quanto o meu.
Saudações

O Viajante

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O estado de "Ermita"




Numa das cadeiras que tive de fazer na universidade o meu professor aconselhou-nos a leitura de textos de vários autores que segundo ele seriam importantes. Um deles era Friedrich Nietzsche. “Assim falou Zaratustra” ou o “Anti-Cristo” , voltaram-me ao pensamento e lembro-me de ter comentado com ele que não era um dos meus filosofos favoritos. Contudo ele aconselhou-me a ler de novo Nietzsche e garantiu-me que ia ficar com uma perspectiva diferente o que de facto aconteceu.
Quando publiquei o meu último post e tornei a ler as palavras do Mestre Krishnamurti sobre os Requisitos do Caminho e sobre os três grandes pecados da humanidade: maledicência, crueldade e superstição, dei conta da facilidade com que os cometemos.
Hoje li nos jornais aqui na minha ilha que dois miúdos depois de terem espancado um cão largaram-lhe fogo. Há dias tive oportunidade de ler os comentários feitos num forum de opinião em que alguns dos participantes em vez de construtivamente darem o seu parecer sobre o assunto se limitaram de forma anónima a agredir os outros com palavras de uma crueldade extrema.
Rotulamos os outros, com ou sem razão e muitas vezes fazemos campanha contra eles comentando com outras pessoas, engrossando a onda que os irá transformar naquilo que nós já achamos que eles são. E fazemos isto sem pestanejar como se tivessemos a missão de expor os defeitos que julgamos ver nos outros.
Senti necessidade de olhar para dentro e se de facto não precisei de pensar muito para me sentir injusto para com o meu irmão, precisei de muito mais para não o discriminar, apesar das razões que eu possa ter contra ele.
Saudações
O Viajante


domingo, 24 de maio de 2009

Touradas à Corda


Ontem mesmo ao pé da porta tive mais uma manifestação da cultura e tradição da Terceira, as “Touradas à Corda”.
Na sequência das festas promovidas pelas irmandades dos Impérios do Espírito Santo são realizados vários eventos , alguns religiosos e outros profanos. “A Tourada à Corda “ é um desses eventos, muito apreciado e talvez o mais concorrido.
São quatro os touros largados um de cada vez , durante vinte minutos . Ao contrário das largadas no continente, onde os touros são conduzidos a um local fechado, aqui eles são largados na rua onde está o Império e percorrem –na apenas com a limitação de terem uma corda à volta do pescoço que permite a dois grupos de homens “os pastores” controlarem o animal impedindo a sua saída de um espaço que está apenas limitado por duas faixas brancas pintadas no chão.
Normalmente a assistência divide-se em dois grupos: um que está devidamente protegido em locais seguros e que assiste de facto e o outro que está na rua e enfrenta o touro. Destes quatro ou cinco são os “capinhas” toureiros improvisados que com um cobertor ou com um simples chapeu de chuva fazem alguns passos de toureio. Os restantes limitam-se a avançar e a recuar em contraponto aos movimentos do touro.
Nesta tourada não existem bandarilhas ou outros intrumentos que maltratem o animal e os ferimentos que ele possa receber são de quedas ou de saltar muros quando persegue todos os que estão proximos de si.
Os “toureiros” estão de mãos vazias e limitam-se num jogo de gato e rato a tentar enganar o touro e quando não conseguem as consequências podem ser graves. O mesmo pode acontecer a quem se juga seguro, já que apesar das medidas de protecção a força e determinação do animal são impossíveis de avaliar.
Claro que a tourada como tudo aqui na ilha é um momento de convívio quer com as tascas móveis que vendem todo o tipo de petiscos e bebidas, quer com a mesa posta em todas as casas do local para receberem familiares, vizinhos e amigos.
Pensei em colocar um video que desse uma ideia de como decorre uma tourada, escolhi um que tem apenas uma “colhida” já que por vezes os acidentes são graves e a imagens poderiam afligir quem vê. Contudo para os mais destemidos informo que no Yutube existem videos só sobre situações dessas.


Saudações


O Viajante

sábado, 23 de maio de 2009

O "chico espertismo"





Para animar ou anestesiar a malta não sei, depois do caso freeport temos o caso Lopes da Mota que alegadamente terá dito a alguns colegas que seria melhor arquivar o caso freeport, utilizando na conversa o nome do Ministro da Justiça e do Primeiro Ministro, o que foi considerado como uma pressão intoleravel .
Então meus amigos que tem isso de anormal não foi assim que surgiu toda a confusão no dito caso freeport? O promotor do freeport foi falar com o tio para ele falar com o sobrinho que por acaso era Ministro do Ambiente para resolver a situação.

O "chico espertismo" e o "nacional porreirismo" são duas variantes da "cunha" do tempo da outra senhora, que hoje, embora com roupagens mais democráticas, atravessam de forma transversal a nossa socidade .

Foi por isso que o Valentim chateou o presidente da Comissão de Arbitragem por causa dos árbitros para o Boavista, ou o Pinto da Costa recebeu árbitros em casa, sem verem nisso qualquer problema ético.

O "chico esperto" não se vê a si próprio como corrupto ou imoral, pelo contrário considera-se desenrascado e empreendedor.

Outra coisas que os "chicos espertos" têm é horror a segredos (que não sejam deles claro)sejam estratégicos, de justiça ou outros, daí que não haja carta que venha da polícia inglesa, lista de funcionários do SIS ou conversa entre governantes que no dia seguinte não venha escarrapachada num jornal qualquer.

Agora os senhores deputados, como não têm mais nada que fazer, decidiram que têm direito a saber todos os segredos dos estado português e inclusivé vão legislar sobre isso.

Eu acho que os portugueses devem ficar muito preocupados, já que os resultados de uma tentativa que Jaime Gama fez em Abril passado de fazer reuniões de informação entre o SIS e três comissões parlamentares,(só três, cerca de 45 deputados) a da Defesa a dos Negócios Estrangeiros e a do Assuntos constitucionais, não foram brilhantes.

A informação secreta ou reservada bastante sensível deveria ser transmitida pelos nossos serviços secretos aos membros dessas comissões, o que tem alguma lógica e é prática comum em muitos países.

Contudo um dos "chicos espertos" presentes, que gosta de ter boas relações com a comunicação social, descreveu a um jornal a reunião: quem estava, quem faltou, o ambiente e claro os assuntos tratados. Com gente assim não vamos lá.

Outra coisa interessante aconteceu, mas no Reino Unido. Ao que parece muitos deputados de todos os partidos com lugar no parlamento, usaram fundos públicos para pagarem reparações nas casas em Londres, a que têm direito, mas ao que parece inflacionaram as despesas, talvez quem sabe para melhorarem os seus baixos salários.

Tudo foi tornado público e numa atitude muito portuguesa o "Speaker" do Parlamento tentou saber, não quem eram os prevaricadores, mas como é que o jornal que denunciou o caso teve acesso a esse "segredo".

Claro que esta atitude custou-lhe o lugar e no que respeita aos deputados envolvidos na burla a sua carreira política chegou ao fim.

Depois de ler a notícia lembrei-me do caso das viagens fantasma que foi denunciado na nossa Assembleia da República e do que aconteceu aos ilustres deputados envolvidos e pensei como é diferente a política em Portugal.


Saudações


O Viajante

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Me engana que eu gosto !



Tem sido uma semana cheia de notícias encorajadoras. O BCP só no primeiro trimestre deste ano teve 106 milhões de lucro, o que corresponde a um aumento de 625% em relação a igual período do ano passado, será que estamos a sair da crise primeiro que a América?
O Joe Berardo tal como eu ficou tão contente com o desempenho do BCP que resolveu fechar o Savoy na Madeira e por no desemprego mais de centena e meia de trabalhadores, se o banco aumentar mais os lucros será que corremos o risco de não ter hoteis na Madeira?
Uma auditoria ao BPP detectou que este banco não tinha contabilidade organizada.
Ora vamos lá ver se eu entendo: se eu tiver uma pequena empresa que movimente umas dezenas de milhares de euros tenho de ter contabilidade organizada senão a fiscalização da DGCI multa-me, mas se eu for dono de um banco que movimenta centenas de milhões ninguém se preocupa que tenha contabilidade de taberneiro, nem claro o Banco de Portugal que deveria ser o garante de que as instituições bancárias funcionam dentro na legalidade.
Vamos aumentar a dimensão da nossa zona económica exclusiva, um país que praticamente não tem marinha vai defender na ONU o alargamento do seu território. O governante responsável falou em primeiro lugar nos recursos que a nova área, com mais de um milhão de quilometros quadrados, nos pode oferecer, mas esqueceu-se de dizer que não temos nem os meios ou a tecnologia para os obter, nem tão pouco os meios navais para a defendermos, será lirismo ou pouca inteligência?
Belmiro de Azevedo tornou a bater na tecla da competitividade. Mas afinal a competitividade das empresas não tem que ver com o empresários? Com a forma como fazem a sua gestão e a inovação tecnologica?Ah! já sei é por causa das leis laborais. Mas desde há alguns anos a esta parte a legislação laboral é cada vez mais flexível e a competitividade continua baixa. Talvez os senhores empresários queiram acabar com o código do trabalho e deixar ao mercado a solução da questão? Pois nesse peditório já demos com os resultados que estamos a viver.


Saudações


O Viajante