
"Não importa a razão que defendes, certamente será tão importante como a da pessoa que difere de ti"
Foi mesmo a semana do Imperador os “embates” (no bom sentido e sempre apreciados) com a Ido Mind lado a lado com alguns problemas familiares, levaram a que eu sentisse necessidade de me retirar durante uns dias e porque não me considero o dono da verdade, questionar-me sobre alguns dos principios que me orientam .
Ajudado pelas técnicas de meditação que tenho absorvido através das minhas amigas bloggers Salamandra e Shin Tau procurei ligar-me ao Uno e estar receptivo às respostas que todos os seres de luz me quisessem enviar.
A meio da semana dei de caras com o texto “pegadas na areia” que para quem ainda não conhece conta que o Mestre mostrava ao seu discipulo a sua vida como uma caminhada numa praia. Essa caminhada mostrava quase sempre dois pares de pegadas que simbolizavam que o Mestre tinha acompanhado sempre o seu discipulo ao longo da caminhada. Mas um coisa perturbou o discipulo, nos momentos mais dificeis da sua vida havia apenas um par de pegadas na areia e ele então questionou o seu Mestre sobre o porquê dele o ter abandonado precisamente quando mais necessitava dele, ao que este respondeu que não o tinha abandonado e que a razão da existência de apenas um par de pegadas devia-se ao facto de nesses monentos dificeis o Mestre o ter levado ao colo.
Depois cruzei-me com dois textos lindissismos: a "Meditação sobre o Imperador" da Shin Tau e "Uma reflexão sobre o Tarot dos anjos sobre a flexibilidade" da Salamandra que me deram todas as respostas.
Eu tenho consciência que muitas vezes optamos por seguir pelo caminho mais fácil em vez de seguirmos pelo caminho certo, acredito que existem pessoas que gostariam mas não conseguem fazer essa mudança, condicionadas por limitações que muitas delas nem se apercebem. Também acredito que existem outras pessoas que optaram conscientemente por seguir outro caminho e não querem mudar.
Eu sei que é mais fácil fazer o papel da vítima em vez de viver a vida agradecendo tudo de bom que ela nos ensina. Mas também sei que é mais fácil desistir, dizer que não há solução e abandonar, em vez de acreditarmos que nos outos tambem existe um lado bom que podemos trazer à superfície.
Como eu acredito num Deus do amor, do perdão e da segunda oportunidade não posso ser outra coisa que não seja um instrumento da sua paz, para que onde haja ódio que eu reponha o amor, onde haja discórdia que eu leve a união, onde haja dúvidas que eu leve a fé, onde haja erros que eu leve verdade, onde haja ofensa que eu leve perdão, onde houver desespero que eu leve esperança , onde haja tristeza que eu leve alegria, onde haja trevas que eu leve a luz. Que eu procure mais consolar do que ser consolado, amar do que ser amado, compreender do que ser compreendido, pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive.
Saudações
O Viajante









