sábado, 14 de março de 2009

Os Mestres




A minha terra sempre foi uma terra de pescadores e durante muitos anos teve uma frota enorme de traineiras que se dedicavam à pesca da sardinha. A arte do cerco utilizada nessa pesca implicava a utilização de redes de dimensão apreciável que com o tempo vieram a aumentar, levando consequentemente ao aumento do número de tripulantes necessários para a puxar para dentro da embarcação.
A Gestão das tarefas a bordo bem como as decisões de pesca eram da responsabilidade de um homem apenas, o Mestre. As suas decisões representavam a diferença entre haver fartura ou escassez e alguns casos, poucos felizmente, entre a vida e a morte.
Portanto na minha terra Mestre era alguém diferente. Entre outros haviam o Mestre Horácio mecânico, o Mestre Malheiros construtor naval, o Mestre Gil, fundidor, o Mestre Saul, pescador (meu avô), Mestre Joaquim Rogério, construtor civil, e o Mestre Lúcio, barbeiro, onde o meu pai ia de tempos a tempos cortar o seu cabelo.
Estes Mestres tal como todos os outros não necessitam de frequentar escola ou ter diploma. Aprendem com os recursos que a vida lhes dá, temperados com a sua inteligência e uma especial visão das coisas que os rodeiam. Não precisam de correr porque o Caminho faz-se de pequenos passos, não têm de competir porque são únicos, têm de estar apenas atentos à razão primeira que lhes dá o estatuto, ensinar os outros.

“Quando o aluno está pronto o Mestre aparece.”

Saudações


O viajante

sexta-feira, 13 de março de 2009

Me pergunta vai!!


Quando resolvi fazer uns posts de “utilidade pública”, com o título “A segurança começa em nós”, foi com o objectivo de dar alguma informação que numa situação de emergência pudesse ser útil. Claro que eu gosto dos vossos comentários são uma forma de feed-back e de me sentir acompanhado, o que eu agradeço imenso.
Mas apesar de dar os procedimentos eu não aponto todas as situações nem dou soluções para todos os problemas.
Por isso eu gostaria que sempre que eu publique posts deste tipo(ou de outro qualquer), se tivessem alguma dúvida que quisessem ver esclarecida que a colocassem.
Embora eu goste da companhia e até dos elogios, mas sentir-me-ia muito mais bem sucedido.
Obrigado por me darem o prazer de ser meus amigos e me ajudarem a ser melhor no meu Caminho

Um abraço para vocês todos

O Viajante

quinta-feira, 12 de março de 2009

A segurança começa em nós V


Pois é, de facto este post já esteve publicado mas como não fui a tempo de cumprir os procedimentos, bum!! explodiu(estou a brincar claro).

A explosão é a mais perigosa forma de manifestação do fogo. Resulta da inflamação quase instantanea de uma mistura de um combustível (normalmente gás) com o ar, provocado por uma fonte de ignição, um fósforo, uma faísca de um equipamento eléctrico ou até de um interruptor.

Poderá não provocar um incêndio mas a onda de choque que resulta da explosão danifica edificios e mata os seus habitantes devido à destruição de orgãos internos como os pulmões ou o estomago.

Em nossas casas estas situações poderão resultar da avaria de fogões, aquecedores ou esquentadores, ou por não cumprirmos as normas de segurança.
Sempre que se aperceba do cheiro característico que denuncia a fuga de gás adopte os seguintes procedimentos de segurança:

1. Se o comando para desligar energia eléctrica estiver no exterior deverá ser desligado;
2. Feche as válvulas de segurança do contador ou na botija do gás;
3. Ventile a casa, abrindo portas e janelas ;
2. Não fume, não faça lume e apague quaisquer chamas;
3. Não provoque faíscas ou incandescência de qualquer material;
4. Se não puder desligar luz não accione interruptores. nem ligue ou desligue os aparelhos eléctricos;
6. Se a fuga for na garrafa remova-a para o exterior;
7. Se não conseguir parar a fuga saia para o exterior e chame, de imediato, os Bombeiros ou os técnicos especialistas em gás da sua área;
Saudações
O Viajante

terça-feira, 10 de março de 2009

A estrela que não era


No passado dia 4 de Março a amiga blogger Shin Tau explicou mais um dos arcanos do Tarot, a Estrela. Palavra puxa palavra, veio a baila a estrela que orientou os reis magos na sua busca por Jesus. No meu comentário lancei a desconfiança nas hostes quando disse que talvez a estrela não fosse uma estrela.
Para já teremos de afastar a hipotese de ser Sirius, porque ao que parece Jesus não terá nascido em Dezembro, mas em Março. Logo não foi no solesticio de Inverno mas antes no equinócio da Primavera. Naquela região os rebanhos não estavam nos campos durante o Inverno e como tal os pastores não poderiam ter sido avisados pelo anjo.
Depois Jesus não nasceu no ano zero porque o rei Herodes morreu no ano 4 antes da nossa era e de acordo com os relatos Jesus foi seu contemporaneo, pensa-se que teria nascido entre os anos 7 e 4 ac.
Quanto aos reis magos viriam com certeza da Mesopotamia, mais propriamente da Persia, actual Irão, e desde que viram a estrela tiveram de fazer uma longa viagem até à Palestina. Isso deve ter implicado que Jesus já tinha talvez mais de oito meses quando os reis magos o contactaram.
No que respeita à estrela as teorias são várias: Orígenes (183-254 d.C.). fala que o agora conhecido cometa Halley teria sido o astro visto pelos Magos, o que foi desmentido pelos chineses que calculam a passagem deste cometa 11 anos depois do nascimento de Jesus. O astrónomo dinamarquês Tycho-Brahe fala de uma supernova, uma estrela que explode aumentando extraordináriamente o seu brilho, e que segundo os calculos por ele efectuados um fenómeno deste tipo poderia ter acontecido no ano 5 ac o que daria alguma consistência a esta hipotese.

Contudo a estrela de Belém tem caracteristicas especiais aparece, desaparece, avança e recua.
Observação feitas na época pelos astronomos Caldeus e Babilónicos e gravadas em lingua cuneiforme em tábuas hoje existentes no Museu Britânico, permitem chegar à conclusão que sete anos antes do nascimento de Jesus, eles tinham a certeza que um grande acontecimento histórico iria ter lugar no momento em que Jupiter entrasse em conjunção com Saturno na constelação de Peixes. “A estrela” seria portanto Jupiter que ao longo do ano se movimentou aparecendo e desaparecendo com o nascer e o por do sol quer avançando quer, devido à posição relativa do nosso planeta dando a sensação de que estava a recuar.

E esta hem!!!


Saudações


O Viajante


domingo, 8 de março de 2009

A segurança começa em nós IV


Aula prática de extintores - Funcionários da Vice-Presidência do Governo Regional dos Açores



Um extintor de incêndio poderá ser de facto a diferença entre um pequeno incidente e o desastre completo. Considero indispensável tanto em nossa casa como no nosso carro a existência de pelo menos um equipamento desse tipo.
Existem, como já disse, extintores de vários tamanhos e portanto com várias quantidades de agente extintor. Os extintores de pó químico são os mais baratos e também os mais utilizados Para a vossa viatura eu proponho um extintor de 1 kg e em casa 2kg. Estamos a falar em custos entre 20 e 30 €, valor bastante baixo para o que podemos proteger com ele. Os extintores de “neve carbónica” ou CO2 são mais pesados e mais caros, muito eficazes dentro de casa, menos ao ar livre se estiver vento. Apesar do pó químico ser eficaz em equipamentos eléctricos e de informática a “neve carbónica” é recomendada porque causa menos estragos. Em nossa casa o extintor deverá estár à vista em lugar desempedido(existem extintores que são usados como cabide ou escondidos por detrás de algum móvel) e na minha opinião devem ser colocados na divisão da casa com mais riscos de incêndio, a cozinha. Não na chaminé ao pé do fogão mas junto à porta de ligação com as restantes divisões, para reparamos nele quando formos a fugir do incêndio que está a acontecer no fogão.
Existem ainda dois aspectos importantes a considerar: o extintor mesmo que não tenha sido utilizado deverá receber manutenção pelo menos uma vez por ano para termos a certeza que funciona sempre e a formação de todos os habitantes da casa na sua utilização é indispensável para que as coisas resultem. Contactem o Corpo de Bombeiros da vossa terra eles com certeza arranjaram mais um tempinho para vos ensinarem a utilizar o extintor. No entanto para adiantar tempo aí vão as dicas.
Procedimentos para utilização de um extintor
1.Devem ser colocados em locais bem visíveis e em locais de acesso fácil;
2.Devem estar carregados e prontos a funcionar;
3.O operador deve ler, previamente, as instruções de funcionamento, que estão impressas no extintor;



4. Transporte o extintor na posição vertical, segurando no manípulo;
5. A cerca de três metros do fogo Retire o selo ou cavilha de segurança;e experimente o extintor para ver se está a funcionar 6. Sumultaneamente pressione a alavanca e avance cautelosamente para o fogo apontando o jacto para a base das chamas e fazendo movimentos de varrimento da direita para a esquerda e vice-versa
Não se esqueça ainda que deve:
Aproximar-se do foco de incêndio, cautelosamente.
Avançar apenas quando estiver certo que o fogo não o envolverá pelas costas
Quando tiver de actuar, ao ar livre, verifique se tem o vento pelas suas costas






Saudações

O Viajante

Dia Internacional da Mulher



Olá Minhas senhoras
Embora eu não seja um grande entusiasta por dias mundiais, porque isso muitas vezes é sinónimo de esquecimento nos restantes dias do ano, queria deixar aqui um grande beijinho para todas as mullheres, mães, esposas, filhas, amigas que diariamente lutam para se elevarem e elevar os outros. Que tenham um dia muito feliz.
Um beijinho especial à minha esposa favorita.

Saudações

O viajante

sábado, 7 de março de 2009

A solidariedade dos vizinhos




Existem pessoas que têm as Sílfides todos os dias a inspirá-las para que elas produzam textos que nos orientem e sensibilizem eu não tenho. A minha inspiração vem sobretudo daquilo que leio aqui na “blogosfera” e do que me acontece durante os meus dias. Ao fim de alguns dias de silêncio fui até ao jardim e num canteiro florido descobri que era importante voltarmos a estar disponíveis para os outros especialmente quando eles precisam de nós e sobretudo tomarmos consciência que os outros também fazem parte do nosso Caminho.
Nasci e passei a minha infância e juventude numa terra pequena onde os vizinhos tinham nome. Os mais idosos ou que viviam com dificuldades eram apoiados pelos seus vizinhos que quase se juntavam em comissão, revesando-se nas visitas nos apoios e sobretudo naquela vigilância activa que não poucas vezes salvou a vida de uma idosa que caiu e esteve durante horas sem se conseguir levantar, ou outra que devido a um descuido pegou fogo à sua cozinha.
Então tens visto a senhora Maria? Não foi comprar o pão estará doente?Era conversa frequente. Viviamos num país onde poucos tinham reformas, a segurança social não existia e até a saúde estava entregue às Misericordias como era o caso na minha terra cujo hospital pertenceu a essa instituição até ao 25 de Abril.
Mesmo em cidades como Lisboa nos Bairros mais populares como Campo de Ourique na Bica ou na Mouraria a solidariedade dos vizinhos era um facto como tive portunidade de verificar no tempo que vivi em Campo de Ourique
Hoje, embora reduzidas temos reformas, temos segurança social e serviço nacional de saúde. Com tudo isto criámos uma parede na nossa consciência. Quando alguém pede na rua pensamos, o governo devia resolver isto. Se alguém está aflito pensamos porque não vai pedir ajuda à segurança social? Ou seja com os impostos que pagamos libertámos a nossa consciência do dever de ajuda ao próximo.
Nas grandes cidades então é angustiante é uma solidão ainda mais difícil, mais profunda, porque “é um estar sozinho no meio da gente”. Podemos viver meses num prédio que só conhecemos o vizinho do lado na reunião de condomínio.
De facto temos de voltar à solidariedade orgânica áquela que nos faz sentir como parte de uma comunidade, mas para isso temos de acabar com o culto do individualismo, do salve-se quem puder , com as cidades dormitórios e destruir aquela parede que existe não só no nosso espírito mas sobretudo no nosso coração, criada pelo estado social e que não pode servir de desculpa para não amarmos os outros como a nós mesmos.




Saudações




O Vajante

terça-feira, 3 de março de 2009

A segurança começa em nós III




Hoje em dia são vários os produtos para extinguir o fogo que temos no mercado. Para além da água existem a espuma que resulta da mistura de determinados produtos químicos com a água e que servem para apagar incêndios em combustíveis líquidos como a gasolina ou em caves, onde por razões de segurança os bombeiros não possam entrar.
Os pós químicos que são produtos que extinguem o fogo normalmente por abafamento e por ultimo o anidrido carbónico também conhecido por Co2 ou “neve carbónica”, um gás que também actua por abafamento mas que devido a alta pressão em que se encontra quando é atirado sobre o fogo saí a uma temperatura muito baixa e em forma de flocos de neve baixando por consequência a temperatura do fogo.
Estes dois últimos produtos são vendidos em contentores cilíndricos de cor vermelha chamados “Extintores” que estamos habituados a ver em edifícios que recebem público e empresas.
A existência de um equipamento desses em nossa casa poderá significar a diferença entre um prejuízo de algumas dezenas de euros e a destruição completa do recheio e até da própria casa.
Embora existam também de água pulverizada, o pó químico ou a “neve carbónica” serão os extintores ideais para termos em nossa casa. Podem ser usados sem restrições em qualquer tipo de incêndio que possa eclodir. Existem extintores de várias dimensões e portanto com diferentes quantidades dos agentes extintores e claro a preços diferentes.
No próximo post direi mais coisas sobre estes equipamentos.
A IdoMind uma amiga blogger “activista da segurança” e que pertence ou pelo menos colabora com a Cruz Vermelha pediu-me para publicitar um pedido da Cruz Vermelha Internacional:
As equipas de socorro perceberam que em quase todos os acidentes de viação, os feridos têm um telemóvel consigo.·Para que em caso de acidente seja possível contactar alguém da nossa família o mais rapidamente possível devemos acrescentar na nossa lista de contactos o numero da pessoa a contactar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: “AA Emergência” (as letras AA são para que apareça sempre este contacto em primeiro lugar na lista de contactos).
A utilidade desta medida é indiscutível, portanto mãos à obra.

Saudações


O Viajante

domingo, 1 de março de 2009

Errar é humano perdoar é divino


No final do Carnaval existem vários rituais de passagem com nomes diferentes mas que têm o objectivo de purificar as almas de todos para o tempo da Quaresma que se segue. O enterro do entrudo, o enterro do bacalhau ou a queima do judas são alguns destes rituais populares.
O falar neste último ritual fez acorrem ao meu espirito algumas ideias acerca do papel de Judas e do seu companheiro de infortunio Poncio Pilatos no julgamente e execução do Senhor Jesus.
Afinal quem eram estes homens e porque razão um traiu a amizade e o outro a justiça?
Judas Iscariotes era um activista político, era o mais letrado do grupo dos apóstolos , tinha boas relações com elementos do Sinédrio e pertencia ao grupo dos zelotes, grupo ultra-nacionalista que lutava contra a presença romana na palestina, ou seja o que hoje se poderia chamar um fundamentalista. Este grupo aguardava ansiosamente a chegada do Messias, que iria expulsar o ocupante romano e restaurar o reino de Judá.
Pôncio Pilatos só é conhecido na história desde que o Imperador Tibério o nomeou governador da província de Judeia no ano 26, ficando praticamente com poder absoluto, embora subordinado a Cesareia. Talvz porque almejasse chegar aos mais altos cargos da hierarquia romana, desde de que chegou àquela provincia afastada do império, Pilatos fez tudo para ser notado pelo seu imperador, provocando algumas conflitos com os judeus, que acabaram por ser resolvidas pelo seu superior hierarquico que se encontrava na provincia proxima da Cesareia quase sempre a favor dos judeus.
E se Judas não tivesse entregue Jesus e Pilatus não tivesse “lavado as mãos” como teria ficado o plano divino para a nossa Salvação?
Estavam estes homens à partida condenados a serem o traidor dos traidores e o egoista dos egoistas?
Será que Deus ou o seu enviado Jesus manipularam estes homens no sentido de realizar o Plano?
Judas foi um dos doze que se aproximou de Jesus no inicio da sua vida pública. Como era dos mais instruidos Jesus nomeou-o tesoureiro da comunidade o que naturalmente deve ter causado alguns problemas com os outros.
Judas, mais do que o Salvador religioso via em Jesus um lider político e militar que deveria conduzir os isrealitas à vitória sobre o ocupante romano.
Todas os milagres que Jesus foi realizando foram dando a Judas cada vez mais a certeza de que Jesus era o Messias de Deus.
Contudo as afirmações de Jesus que o seu reino não era deste mundo ou “daí a César o que é de César e a Deus o que e de Deus” conjugadas com a sua falta de planos para a tomada do poder desiludiram Judas que no seu ardor militante deve ter arquitectado um plano que a seu ver obrigaria Jesus a assumir o seu messianismo. Convencido pelos sacerdotes que apenas o iriam prender durante a Pascoa para evitar que causasse problemas no templo com as sua pregações, Judas entregou o seu amigo e Mestre esperando uma reacção da parte de Jesus.
Para seu espanto Jesus não só impediu Pedro de o defender como também caminhou para a cruz sem quase falar em sua defesa e ao contrário do prometido a prisão pascal passou a execução.
Claro que esta situação foi demais para Judas que cometeu o único crime que lhe pode ser apontado suicidou-se
Quanto a Pilatos ele sabia que mais confusões com os judeus só iriam complicar a sua carreira e quando os judeus se recusaram a entrar no pretorio para não se contaminarem para a celebração da Pascoa é Pilatos que numa atitude sem precedentes, aceita vir ter com eles ao exterior para julgar Jesus. Apercebendo-se que o problema é religioso, para ganhar as simpatias dos judeus tem a atitude que todos conhecemos, lava a mãos e diz que não tem nada que ver com a morte de Jesus, isto apesar dele ter sido torturado e crucificdo por soldados romanos.
Ninguem nasce para ser conhecido como o traidor dos traidores ou o egoísta dos egoístas. Tambem não acredito que Deus na sua justiça tenha manipulado esses dois homens levando a que fizessem coisas tão negativas.
Como já disse muitas vezes, acredito que até mesmo aqueles que surgem na nossa vida e nos causam problemas o fazem por amor. Muitas vezes é precisamente quando somos confrontados por alguém ou alguma coisa que consideramos negativa é que fazemos vir ao de cima o melhor de nós.
Tanto Judas como Pilatos faziam parte do plano encabeçado por Jesus para a elevação vibratória do planeta e para salvação da raça humana, então porque não pensar que eles tal como Jesus se sacrificaram para que tudo fosse consumado?
Se durante dois mil anos a justiça dos homens foi implacavel com Judas e Pilatos talvez nesta era iluminada pela luz do Espirito seja a altura de se rever a sentença.


Saudações


O Viajante

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A segurança começa em nós II







"Se te conheceres mas não conheceres o teu adversário, em cem batalhas só vencerás cinquenta”



Na sequência do post que coloquei no outro dia sobre a segurança hoje irei falar de um assunto mais técnico que vou tentar que não seja aborrecido.
Lembrando a frase sobre a importância de conhecermos os nossos adversários, gostaria de falar sobre um presença assídua em nossa casa. Normalmente bem comportado mas que quando põe as garras de fora pode destruir em poucos minutos o trabalho de uma vida ou até a própria vida. Estou a falar do fogo.
O fogo como a respiração ou a ferrugem é uma reacção química, que tem uma particularidade importante, liberta calor.
Esta reacção química, que tem o nome técnico de combustão, para acontecer precisa da presença de três elementos o chamado “Triângulo do Fogo”:
O combustível – o que arde
O Oxigénio – o que ajuda a combustão
O calor – o que inicia a combustão
Depois de se libertar de controlo, o fogo passa a ser um “incêndio” e para o dominarmos temos de o ver como se fosse um ser vivo já que ele respira, alimenta-se e desloca-se.
Tendo em conta que ele alimenta-se do combustível, precisa do oxigénio para respirar e do calor para se propagar, as formas de o dominarmos passam pela supressão de um ou dois dos elementos que fazem parte do “Triângulo de Fogo”, existindo assim três técnicas de extinção do fogo:
Por carência – retirar o combustível
Ex: fechar o gás perante um incêndio no fogão
Por abafamento – retirar o oxigénio
Ex: colocar um cobertor sobre uma pessoa com roupas em chamas
Por arrefecimento – retirar o calor
Ex: deitar água sobre uma fogueira.
Um dos incidentes mais vulgares na nossa cozinha é a inflamação do óleo na frigideira. Embora não seja um combustível perigoso, como a gasolina, o óleo alimentar liberta grande quantidade de calor quando se inflama. Assim perante esta emergência os procedimentos deverão ser os seguintes:
1. Desligue o gás
2. Não utilize água directamente sobre as chamas já que vai provocar o derrame do óleo, espalhar o fogo e pode provocar queimaduras graves
3. Arranje uma tampa de panela que tenha um diâmetro maior do que a frigideira e coloque sobre a frigideira. Mantenha a frigideira tapada por alguns minutos até a temperatura do óleo baixar
4. Se não tiver uma tampa use uma tolha mas antes molhe bem a toalha no lava-louça, escorra a água que tiver a mais, dobre-a ao meio e coloque sobre a frigideira. Mantenha a toalha sobre a frigideira durante alguns minutos para o oleo arrefecer
Saudações

O Viajante