domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher



Olá Minhas senhoras
Embora eu não seja um grande entusiasta por dias mundiais, porque isso muitas vezes é sinónimo de esquecimento nos restantes dias do ano, queria deixar aqui um grande beijinho para todas as mullheres, mães, esposas, filhas, amigas que diariamente lutam para se elevarem e elevar os outros. Que tenham um dia muito feliz.
Um beijinho especial à minha esposa favorita.

Saudações

O viajante

sábado, 7 de março de 2009

A solidariedade dos vizinhos




Existem pessoas que têm as Sílfides todos os dias a inspirá-las para que elas produzam textos que nos orientem e sensibilizem eu não tenho. A minha inspiração vem sobretudo daquilo que leio aqui na “blogosfera” e do que me acontece durante os meus dias. Ao fim de alguns dias de silêncio fui até ao jardim e num canteiro florido descobri que era importante voltarmos a estar disponíveis para os outros especialmente quando eles precisam de nós e sobretudo tomarmos consciência que os outros também fazem parte do nosso Caminho.
Nasci e passei a minha infância e juventude numa terra pequena onde os vizinhos tinham nome. Os mais idosos ou que viviam com dificuldades eram apoiados pelos seus vizinhos que quase se juntavam em comissão, revesando-se nas visitas nos apoios e sobretudo naquela vigilância activa que não poucas vezes salvou a vida de uma idosa que caiu e esteve durante horas sem se conseguir levantar, ou outra que devido a um descuido pegou fogo à sua cozinha.
Então tens visto a senhora Maria? Não foi comprar o pão estará doente?Era conversa frequente. Viviamos num país onde poucos tinham reformas, a segurança social não existia e até a saúde estava entregue às Misericordias como era o caso na minha terra cujo hospital pertenceu a essa instituição até ao 25 de Abril.
Mesmo em cidades como Lisboa nos Bairros mais populares como Campo de Ourique na Bica ou na Mouraria a solidariedade dos vizinhos era um facto como tive portunidade de verificar no tempo que vivi em Campo de Ourique
Hoje, embora reduzidas temos reformas, temos segurança social e serviço nacional de saúde. Com tudo isto criámos uma parede na nossa consciência. Quando alguém pede na rua pensamos, o governo devia resolver isto. Se alguém está aflito pensamos porque não vai pedir ajuda à segurança social? Ou seja com os impostos que pagamos libertámos a nossa consciência do dever de ajuda ao próximo.
Nas grandes cidades então é angustiante é uma solidão ainda mais difícil, mais profunda, porque “é um estar sozinho no meio da gente”. Podemos viver meses num prédio que só conhecemos o vizinho do lado na reunião de condomínio.
De facto temos de voltar à solidariedade orgânica áquela que nos faz sentir como parte de uma comunidade, mas para isso temos de acabar com o culto do individualismo, do salve-se quem puder , com as cidades dormitórios e destruir aquela parede que existe não só no nosso espírito mas sobretudo no nosso coração, criada pelo estado social e que não pode servir de desculpa para não amarmos os outros como a nós mesmos.




Saudações




O Vajante

terça-feira, 3 de março de 2009

A segurança começa em nós III




Hoje em dia são vários os produtos para extinguir o fogo que temos no mercado. Para além da água existem a espuma que resulta da mistura de determinados produtos químicos com a água e que servem para apagar incêndios em combustíveis líquidos como a gasolina ou em caves, onde por razões de segurança os bombeiros não possam entrar.
Os pós químicos que são produtos que extinguem o fogo normalmente por abafamento e por ultimo o anidrido carbónico também conhecido por Co2 ou “neve carbónica”, um gás que também actua por abafamento mas que devido a alta pressão em que se encontra quando é atirado sobre o fogo saí a uma temperatura muito baixa e em forma de flocos de neve baixando por consequência a temperatura do fogo.
Estes dois últimos produtos são vendidos em contentores cilíndricos de cor vermelha chamados “Extintores” que estamos habituados a ver em edifícios que recebem público e empresas.
A existência de um equipamento desses em nossa casa poderá significar a diferença entre um prejuízo de algumas dezenas de euros e a destruição completa do recheio e até da própria casa.
Embora existam também de água pulverizada, o pó químico ou a “neve carbónica” serão os extintores ideais para termos em nossa casa. Podem ser usados sem restrições em qualquer tipo de incêndio que possa eclodir. Existem extintores de várias dimensões e portanto com diferentes quantidades dos agentes extintores e claro a preços diferentes.
No próximo post direi mais coisas sobre estes equipamentos.
A IdoMind uma amiga blogger “activista da segurança” e que pertence ou pelo menos colabora com a Cruz Vermelha pediu-me para publicitar um pedido da Cruz Vermelha Internacional:
As equipas de socorro perceberam que em quase todos os acidentes de viação, os feridos têm um telemóvel consigo.·Para que em caso de acidente seja possível contactar alguém da nossa família o mais rapidamente possível devemos acrescentar na nossa lista de contactos o numero da pessoa a contactar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: “AA Emergência” (as letras AA são para que apareça sempre este contacto em primeiro lugar na lista de contactos).
A utilidade desta medida é indiscutível, portanto mãos à obra.

Saudações


O Viajante

domingo, 1 de março de 2009

Errar é humano perdoar é divino


No final do Carnaval existem vários rituais de passagem com nomes diferentes mas que têm o objectivo de purificar as almas de todos para o tempo da Quaresma que se segue. O enterro do entrudo, o enterro do bacalhau ou a queima do judas são alguns destes rituais populares.
O falar neste último ritual fez acorrem ao meu espirito algumas ideias acerca do papel de Judas e do seu companheiro de infortunio Poncio Pilatos no julgamente e execução do Senhor Jesus.
Afinal quem eram estes homens e porque razão um traiu a amizade e o outro a justiça?
Judas Iscariotes era um activista político, era o mais letrado do grupo dos apóstolos , tinha boas relações com elementos do Sinédrio e pertencia ao grupo dos zelotes, grupo ultra-nacionalista que lutava contra a presença romana na palestina, ou seja o que hoje se poderia chamar um fundamentalista. Este grupo aguardava ansiosamente a chegada do Messias, que iria expulsar o ocupante romano e restaurar o reino de Judá.
Pôncio Pilatos só é conhecido na história desde que o Imperador Tibério o nomeou governador da província de Judeia no ano 26, ficando praticamente com poder absoluto, embora subordinado a Cesareia. Talvz porque almejasse chegar aos mais altos cargos da hierarquia romana, desde de que chegou àquela provincia afastada do império, Pilatos fez tudo para ser notado pelo seu imperador, provocando algumas conflitos com os judeus, que acabaram por ser resolvidas pelo seu superior hierarquico que se encontrava na provincia proxima da Cesareia quase sempre a favor dos judeus.
E se Judas não tivesse entregue Jesus e Pilatus não tivesse “lavado as mãos” como teria ficado o plano divino para a nossa Salvação?
Estavam estes homens à partida condenados a serem o traidor dos traidores e o egoista dos egoistas?
Será que Deus ou o seu enviado Jesus manipularam estes homens no sentido de realizar o Plano?
Judas foi um dos doze que se aproximou de Jesus no inicio da sua vida pública. Como era dos mais instruidos Jesus nomeou-o tesoureiro da comunidade o que naturalmente deve ter causado alguns problemas com os outros.
Judas, mais do que o Salvador religioso via em Jesus um lider político e militar que deveria conduzir os isrealitas à vitória sobre o ocupante romano.
Todas os milagres que Jesus foi realizando foram dando a Judas cada vez mais a certeza de que Jesus era o Messias de Deus.
Contudo as afirmações de Jesus que o seu reino não era deste mundo ou “daí a César o que é de César e a Deus o que e de Deus” conjugadas com a sua falta de planos para a tomada do poder desiludiram Judas que no seu ardor militante deve ter arquitectado um plano que a seu ver obrigaria Jesus a assumir o seu messianismo. Convencido pelos sacerdotes que apenas o iriam prender durante a Pascoa para evitar que causasse problemas no templo com as sua pregações, Judas entregou o seu amigo e Mestre esperando uma reacção da parte de Jesus.
Para seu espanto Jesus não só impediu Pedro de o defender como também caminhou para a cruz sem quase falar em sua defesa e ao contrário do prometido a prisão pascal passou a execução.
Claro que esta situação foi demais para Judas que cometeu o único crime que lhe pode ser apontado suicidou-se
Quanto a Pilatos ele sabia que mais confusões com os judeus só iriam complicar a sua carreira e quando os judeus se recusaram a entrar no pretorio para não se contaminarem para a celebração da Pascoa é Pilatos que numa atitude sem precedentes, aceita vir ter com eles ao exterior para julgar Jesus. Apercebendo-se que o problema é religioso, para ganhar as simpatias dos judeus tem a atitude que todos conhecemos, lava a mãos e diz que não tem nada que ver com a morte de Jesus, isto apesar dele ter sido torturado e crucificdo por soldados romanos.
Ninguem nasce para ser conhecido como o traidor dos traidores ou o egoísta dos egoístas. Tambem não acredito que Deus na sua justiça tenha manipulado esses dois homens levando a que fizessem coisas tão negativas.
Como já disse muitas vezes, acredito que até mesmo aqueles que surgem na nossa vida e nos causam problemas o fazem por amor. Muitas vezes é precisamente quando somos confrontados por alguém ou alguma coisa que consideramos negativa é que fazemos vir ao de cima o melhor de nós.
Tanto Judas como Pilatos faziam parte do plano encabeçado por Jesus para a elevação vibratória do planeta e para salvação da raça humana, então porque não pensar que eles tal como Jesus se sacrificaram para que tudo fosse consumado?
Se durante dois mil anos a justiça dos homens foi implacavel com Judas e Pilatos talvez nesta era iluminada pela luz do Espirito seja a altura de se rever a sentença.


Saudações


O Viajante

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A segurança começa em nós II







"Se te conheceres mas não conheceres o teu adversário, em cem batalhas só vencerás cinquenta”



Na sequência do post que coloquei no outro dia sobre a segurança hoje irei falar de um assunto mais técnico que vou tentar que não seja aborrecido.
Lembrando a frase sobre a importância de conhecermos os nossos adversários, gostaria de falar sobre um presença assídua em nossa casa. Normalmente bem comportado mas que quando põe as garras de fora pode destruir em poucos minutos o trabalho de uma vida ou até a própria vida. Estou a falar do fogo.
O fogo como a respiração ou a ferrugem é uma reacção química, que tem uma particularidade importante, liberta calor.
Esta reacção química, que tem o nome técnico de combustão, para acontecer precisa da presença de três elementos o chamado “Triângulo do Fogo”:
O combustível – o que arde
O Oxigénio – o que ajuda a combustão
O calor – o que inicia a combustão
Depois de se libertar de controlo, o fogo passa a ser um “incêndio” e para o dominarmos temos de o ver como se fosse um ser vivo já que ele respira, alimenta-se e desloca-se.
Tendo em conta que ele alimenta-se do combustível, precisa do oxigénio para respirar e do calor para se propagar, as formas de o dominarmos passam pela supressão de um ou dois dos elementos que fazem parte do “Triângulo de Fogo”, existindo assim três técnicas de extinção do fogo:
Por carência – retirar o combustível
Ex: fechar o gás perante um incêndio no fogão
Por abafamento – retirar o oxigénio
Ex: colocar um cobertor sobre uma pessoa com roupas em chamas
Por arrefecimento – retirar o calor
Ex: deitar água sobre uma fogueira.
Um dos incidentes mais vulgares na nossa cozinha é a inflamação do óleo na frigideira. Embora não seja um combustível perigoso, como a gasolina, o óleo alimentar liberta grande quantidade de calor quando se inflama. Assim perante esta emergência os procedimentos deverão ser os seguintes:
1. Desligue o gás
2. Não utilize água directamente sobre as chamas já que vai provocar o derrame do óleo, espalhar o fogo e pode provocar queimaduras graves
3. Arranje uma tampa de panela que tenha um diâmetro maior do que a frigideira e coloque sobre a frigideira. Mantenha a frigideira tapada por alguns minutos até a temperatura do óleo baixar
4. Se não tiver uma tampa use uma tolha mas antes molhe bem a toalha no lava-louça, escorra a água que tiver a mais, dobre-a ao meio e coloque sobre a frigideira. Mantenha a toalha sobre a frigideira durante alguns minutos para o oleo arrefecer
Saudações

O Viajante




terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Carnaval na Terceira



Mais um tempo que na Terceira se reveste de caracteristicas quase únicas em todo o país.
Durante os três dias de Carnaval grupos de teatro popular deslocam-se por toda a ilha, actuando em colectividades que estão normalmente cheias para os ver.
As "Danças" e os "Bailinhos" como são designados, são grupos que poderão chegar a vinte elementos. Representam uma pequena peça, que pretende fazer uma crítica a determinadas situações sociais e ou políticas. Na maior parte das vezes de forma cómica e divertida com as chamadas “Danças de Pandeiro” e “Bailinhos” ou de forma mais séria levando por vezes a assistência às lagrimas como é o caso das “Danças de Espada”.
As “Danças de Pandeiro” são assim chamadas porque o elemento que por vezes vai fazendo o papel de narrador tem um pandeiro que utiliza para ritmar o resto do grupo e fazer algumas evoluções no palco tocando este instrumento. Quando são dois os tocadores de pandeiro dá para apreciar a sintonia dos seus movimentos.
A diferença entre uma “Dança” e um “Bailinho” tem sobretudo a ver com a riqueza dos trajes utilizados pelos participantes.
Este ano serão sessenta o numero de “Danças e Bailinhos”, isto implica que cerca de mil e duzentas pessoas estão directamente envolvidas, metade das quais toca instrumentos musicais para além de representar.
Além destes existem mais umas quantas centenas de costureiras que confecionam os trajes, empresários e entidades publicas que facilitam transportes e as colectividades que normalmente recebem estes grupos com comida.
A importância não só cultural como social deste fenómeno, ainda se acentua mais quando tomamos consciência que tudo isto acontece numa ilha com cerca de sessenta mil habitantes.


Saudações


O Viajante








segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Bombeiros da nossa terra

(Equipa de Salvamento de Grande Angulo do CB Peniche)


Nos comentários que fez ao meu post “A segurança começa em nós” a amiga blogger Shin Tau colocou algumas questões sobre o salvamento das pessoas de dentro casas em chamas ou sobre o estado de espírito dessas pessoas.
Quando vejo o filme “Mar de Chamas” com todos aqueles incêndios espectaculares, dou graças a Deus pelo facto de felizmente, tanto para os bombeiros como para as vítimas, na esmagadora maioria das vezes, as coisas não acontecerem assim.
Nas pequenas localidades com edifícios de pouca altura e pequenas superfícies tanto industriais como comerciais, os incêndios de grande dimensão são em número reduzido.
Outra coisa que sucede nos meios pequenos é que nós conhecemos os vizinhos sabemos se estão em casa ou não, se estão doentes ou se são idosos. Normalmente quando os bombeiros chegavam ao local os moradores já tinham saído da casa, pelos seus meios ou ajudados pelos vizinhos. Que eu me lembre apenas duas vezes tivemos de tirar pessoas dentro de um edifício, sempre mãe e filhos, nunca por causa das chamas, sempre por causa do fumo.
Mas se as vítimas mortais dos incêndios foram pouco mais de vinte, as provocados por acidentes rodoviários ou de trabalho e acidentes no mar foram muito superiores.
Aí houve situações em que de facto sentimos que fizemos a diferença, conseguimos salvar vidas. Aliás dois elementos do meu Corpo de Bombeiros o Rui e o Zé Tó, receberam o prémio de “Bombeiro do Ano” pelo facto de apesar das condições dificílimas terem entrado por mar dentro com um bote de borracha e terem salvo dois surfistas que já não conseguiam chegar à costa.
A esmagadora maioria dos bombeiros em Portugal são voluntários ou seja dão algum do seu tempo livre para aprenderem, prestarem serviço no quartel e sempre que a sirene toque, (sim porque embora nas grandes cidades já não haja, nas pequenas os bombeiros são chamados ao quartel sempre que necessário a qualquer hora do dia ou da noite por uma sirene) acorrerem a salvar quem precisa.
O stress emocional e o facto de ao longo do tempo de serviço assumirem o pouco do karma daquelas pessoas, que ao seu lado sofrem entre a vida e a morte, transformam a alma de qualquer um, dão-lhe uma perspectiva mais precisa de quão atentos devemos estar ao Caminho e aos outros.
Durante os meus mais de vinte e cinco anos de serviço o Corpo de Bombeiros de Peniche perdeu dois bombeiros por acidente, o Leiria, electricista de profissão e a Amélia, doméstica e mãe, iam a caminho do incêndio e nunca chegaram lá.
Pois é o regulamento tem destas coisas, diz que temos de ir mas não diz nada em relação ao voltar.
Saudações
O Viajante

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A Contemplação


Pois para que o mundo saiba que na Ilha Terceira de Jesus Cristo no arquipélago dos Açores, fazendo jus a uma tradição que já muito antiga, existem pessoas, como o caso do autor do texto abaixo, que num jornal local plantam na mente de todos os que os leem as sementes do um futuro pensamento ocidental menos enredado nas teias que os sistemas económicos foram tecendo


Saudações


O Viajante


A CONTEMPLAÇÃO
"A alienação capitalista na qual vivemos atolados insinua ser a contemplação preguiça, o que é falso. Ela também não é descanso: o descanso é uma necessidade física e a contemplação uma urgência espiritual. O ser humano é, por natureza, capaz de espiritualidade, viverá aquém das suas capacidades se não corresponder a este apelo.
Deve distinguir-se, ainda, entre contemplação e oração; a oração é, em parte, contemplação, mas a contemplação não carece de ser religiosa. Basta ser racional para precisar de contemplar. Antes do Cristianismo, a Grécia filosófica referiu-se ao ócio como via para atingir o «Conhece-te a ti mesmo».
Desesperados com o trabalho imoral, os ocidentais viram-se para técnicas orientalizantes de contemplação, esquecidos da tradição ocidental neste campo. Acontece ser esta troca fatal: o Oriente, em regra, usa a contemplação para esvaziar a interioridade de toda a marca individual, o que é o contrário do «Conhece-te a ti mesmo». Procuram o Nada e nós o Ser.
O acto introspectivo não deve parar no degrau psicologista. O «Eu assim, eu assado» está a léguas da paz interior. O luxo da nossa Língua afirma: “contemplar” também é “dar”: «Fulano foi contemplado com uma viagem à lua». O acto reflexivo termina nas mãos.
O exemplo maior de tudo isto volta a ser a Arte, a excelência do trabalho. O artista actual fala da sua “produção”, o que é ser tolo. O produto é o contrário da obra de arte e o artista não é máquina. Precisa de parar para reflectir, como a terra tem seu pousio.
Parar. Olhar o mundo. Escutar o mundo. Ouvir a voz interior.
“Cair em si”.
Ai de nós, colocamos música nas lojas, nas ruas, em máquinas pelos ouvidos adentro.
Temos medo do silêncio.
Asfixiamos." -
Mário Cabral in Diário Insular

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A segurança começa em nós I

Como fui bombeiro durante mais de 25 anos achei que poderia transmitir alguns conhecimentos nesta área que fossem úteis a todos os que passam por este blog. Por isso de tempos a tempos vou colocar um post com a indicação das atitudes a tomar perante situações que envolvam riscos diversos, nomeadamente o fogo.
Para já diria que os locais onde ocorrem os sinistros são muito perigosos pelo que o facto de actuarmos de acordo com as normas não nos coloca automaticamente fora de perigo, poderão existir outros factores que não estamos a ver ou que desconhecemos.
Hoje vou deixar algumas regras práticas que poderão utilizar caso sejam surpreendidos pelo fogo dentro de um edifício:

1. Procure sair do edifício rapidamente
2. Utilize os caminhos de evacuação assinalados e as saídas de emergência
3. Nunca utilize os elevadores desça pelas escadas, os elevadores podem parar e as pessoas no seu interior poderão morrer asfixiadas
4. Se houver muito fumo e calor procure deslocar-se o mais próximo possível do solo até uma porta ou janela, o ar junto ao chão é mais fresco e tem mais oxigénio
5. Se chegar a uma porta apalpe as ferragens se estiverem quentes não abra.
6. Se chegar a uma janela chame a atenção de alguém na rua, gritando ou até atirando algum objecto, mantenha a calma e aguarde que o salvem
7. Se a sua roupa começar a arder, não corra, deite-se no chão, proteja a cara com as mãos e role para a esquerda e para a direita até apagar as chamas.
Como o saber não ocupa lugar espero que este primeiro post tenha despertado a curiosidade para os próximos.



Saudações

O Viajante

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"Nem tudo o que luz é ouro"


Todos os que me conhecem sabem que não sou uma pessoa de posições radicais, procuro ser ponderado e sobretudo acho que o nosso caminho tem de ser “O Caminho do Meio”.
Como diz o povo o que é demais cheira mal. Tudo o que é levado ao extremo perde as suas características boas e transforma-se em algo prejudicial.
Eu acredito que a sociedade gera no seu interior as forças que a transformam, mas também que a estabilizam.
Quando falo em ser em vez de ter não estou a falar em deixarmos a nossa casa e irmos viver para a montanha, transformarmo-nos em místicos ou ascetas (o que aliás seria impossível) estou a falar em olharmos para dentro ouvirmos aquilo que o ruído desta correria incessante em que vivemos do sempre mais, nos impede de ouvir.
Somos completamente dominados pela economia e pelo consumo desenfreado tudo compramos e julgamos que tudo se pode comprar. Como diz o Rogério o dinheiro pode não trazer a felicidade mas pode comprar os confortos.
Podemos estar bem alimentados sem estar obesos, podemos ter uma casa confortável sem a termos cheia de coisas inúteis. Há pouco mais de cinquenta anos no nosso país poucos tinham automóvel, não tínhamos televisão, frigorífico e muito menos computador, ou telemóvel. Éramos um país pobre (como hoje somos, só que hoje vivemos de aparências) e apesar do sistema político ditatorial nunca fomos um povo cinzento ou infeliz.
Se olharmos para as grandes correntes filosóficas como o Budismo o Hinduísmo, Confucionismo, elas vieram de países que até há bem pouco tempo atrás tinha grandes carências, de acordo como o nosso ponto de vista.
A procura de algo mais para além das necessidades da pirâmide de Maslow não nos é induzido por qualquer acção de marketing publicitário. É a necessidade profunda de descobrirmos a nossa verdade interior e dar reposta à pergunta que nenhum sistema cientifico-tecnólogico nem nenhuma capacidade económica permitem responder: qual é o meu papel no processo da evolução do Cosmos. E claro há pessoas que sentem essa necessidade e outros não.
Saudações
O Viajante