quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Bombeiros Voluntários II



Foto de estação de bombeiros na Austria


Recordo-me de muitas conversas sobre bombeiros em que os nossos amigos mais “progressistas “, defendiam que isto de bombeiros voluntários era uma característica muito portuguesa muito terceiro mundista e que resultava do estado não querer ou não ter capacidade para assegurar a protecção das populações, até porque nos países mais desenvolvidos tal situação não se colocava.
De facto este movimento de voluntariado a nível dos bombeiros em Portugal já vem desde o século XIX e tem resultado de iniciativas da sociedade civil com a criação de associações humanitárias em quase todo o país que estão próximo das 500.
Mas ao contrário do que muita gente pensava este movimento não é exclusivamente português nem tão pouco terceiro mundista.
Com excepção do Reino Unido onde de facto existem muito poucos bombeiros voluntários na verdadeira acessão do termo, nos restantes países da União Europeia o voluntariado nos bombeiros é levado muito a sério.
Na Alemanha existem mais de um milhão de bombeiros voluntários para apenas 27 mil profissionais. O governo faz campanhas para o recrutamento de voluntários existindo até um manual sobre o assunto.
Na Austria só existem 6 Corpos de Bombeiros profissionais em Vienna, Graz, Innsbruck, Klagenfurt, Salzburg and Linz. Em 2007 4.527 Corpos de Bombeiros Voluntários com cerca de 320 mil homens e mulheres constituiam a espinha dorsal do serviço de socorro na Austria.
A Belgica dispõe de 17 mil bombeiros sendo 5 mil profissionais e 12 mil voluntários, a Holanda dispõe de 26 mil bombeiros 22 mil dos quais voluntários e a França conta com 240 mil bombeiros dos quais 207 mil voluntários, 27 mil profissionais e 9 mil sapadores bombeiros militares.
Portanto o voluntariado nos bombeiros europeus é algo acarinhado e apoiado pelos governos que veem de facto que “O voluntariado nos Bombeiros representa uma forma das pessoas se empenharem na missão suprema de defesa de vidas e bens, o mesmo é dizer, exercerem uma cidadania activa e responsável, alicerçada nos valores da solidariedade, da partilha, do trabalho de equipa e da disciplina funcional”.(Ano Nacional do Voluntariado nos Bombeiros in site LBP).
Como qualquer atitude humana esta doação altruista em favor dos outros merece e deve ser reconhecida e recordada sempre.



Saudações



O Viajante

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Quanto mais ainda teremos de pagar


Afinal quanto estamos a pagar por mês a este senhor para ele colocar a economia da zona euro de “pantanas”?
Pois é sr. Trichet, canta muito bem mas não me alegra. Depois dos fundamentalismos religiosos faltava agora o fundamentalismo financeiro. O senhor governador do BCE diz que prefere ter a economia europeia estagnada do que a inflação alta. Conversa de quem, aconteça o que acontecer, não será afectado no seu posto de trabalho, sem a mínima sensibilidade social e para quem os outros não passam de dados estatísticos.
Disse também o Sr. Trichet que seria de esperar que até ao fim do ano houvesse novo aumento das taxas de juro e não satisfeito com isso ainda pede contenção salarial. Claro que vai ter de subir as taxas, o euro está desvalorizar em relação ao dólar portanto há que manter a diferença para manter os depósitos nos bancos europeus, isto sou eu a falar porque sou má-língua.
Desde 2005 que o BCE tem vindo a subir o preço do dinheiro para evitar a subida da inflação sem grandes resultados práticos porque ela tem continuado a subir: 2.3 em 2006, 2.4 em 2007 e 3.6 em Abril de 2008. O conselho de governadores do BCE reconhece que a inflação é resultante do aumento dos combustíveis e bens alimentares. Estes bens têm uma procura pouco elástica porque nós precisamos de comida para sobrevivermos e combustíveis para ter energia também necessária à nossa sobrevivência, portanto seja qual for o preço temos de os comprar.
Todos sabemos que os manuais da economia falam na utilização do aumento das taxas juro como forma de combater a inflação mas não será com certeza a única forma e além disso vivemos numa sociedade de equilíbrios, talvez até os combustíveis e alimentos baixarem de preço ou a politica de produção de alimentos dentro da União fosse mudada, teríamos de viver com uma inflação de 4 ou 5% mas por amor de Deus temos um mercado de 700 milhões de pessoas, ou será que o mercado não resolve estas coisas também?

Estou definitivamente a ficar farto deste senhor.



Saudações


O Viajante

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bem prega Frei Tomás




Imagem retirada
http://cartunesebonecos.blogspot.com/
Caro Sr. Engº pode fazer o que quiser porque a proxima legislatura está no papo depois do espectáculo que o Dr. Meneses deu na televisão a criticar a presidente do seu partido que foi democráticamente eleita, depois dele ter abandonado sem cumprir o seu mandato, é como se costumava dizer: “trigo limpo farinha amparo”.
Está bem nós sabemos que o PSD é um partido democrático mas a utilização das liberdades deve ser temperada com um pouco de bom senso. Depois da sua liderança desastrosa o mínimo que o país esperava da parte dele era contenção.
Primeiro ela não falava, depois não foi ao Pontal , lá falou agora mas segundo o douto militante não trouxe ideias novas apenas criticou o governo. Impressionante é a semelhança das declarações deste senhor com as do nosso primeiro-ministro.
Posso não concordar com a forma de actuação da sra. Posso até pensar que ela não é lá muito mediática mas que ela tem convicções fortes acerca da maneira de fazer politica lá isso tem.
Na opinião dela a oposição só deve fazer propostas em campanha, fora isso deve de criticar as más politicas do governo. Coincidência ou não o governo nos dias seguintes às declarações da presidente do PSD abriu linhas de crédito para apoio às pequenas e médias empresas.
È claro que esta posição da Dra Manuela Ferreira Leite pode chocar alguns puristas da nossa Democracia que nos querem fazer acreditar que o papel dos partidos não é conseguir e manter o poder mas antes desempenhar uma missão de serviço público, como diria o António Oliveira a bem da nação.
Se assim fosse para que seriam necessários os consultores de imagem e a inflação costumeira de investimentos e inaugurações antes das eleições.
Em relação ao Dr. Meneses eu acho que ele sofre de algum complexo de inferioridade talvez ele gostasse de pertencer à ala dos barões mas esta falta de lealdade e a sua forma provinciana, quase paroquial de fazer politica só pode colocá-lo na ala dos chorões.


Saudações
O Viajante

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

AFINAL PARA QUE SERVE UMA RELAÇÃO?


Uma relação tem que servir antes de tudo para facilitar a vida das duas pessoas envolvidas .
Algumas pessoas que mantém relações apenas para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas,
para evitar a solidão, por dinheiro ou até por preguiça, só irão encontar vazio e frustração.

Uma relação serve para nos sentirmos 100% à vontade com o outro , para que possamos concordar ou discordar dele, para ter sexo divertido e calmo, ou para adormecer profundamente logo após o jantar,

Uma relação serve para ter-mos alguém com quem passear de mãos dadas, com quem ouvir a chuva cair, que nos acorde com um beijo e que mesmo de manhã nos ache bonitos.

Uma relação serve para ter-mos alguém que nos conte histórias, nos leve a um país distante, nem que seja em sonho ou que simplesmente fique em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso

Uma relação serve para nos sentirmos amparados nas nossas inquietações, para nos ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e a fazer com que os dois se divirtam mais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação serve para cobrir as despesas do outro num momento de aperto, ou cobrir as dores num momento de melancolia, abrir uma garrafa de vinho, para o outro abrir o jogo, e para se abrirem os dois ao mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.


(Adaptado de um escrito do Dr. Daruzio Varela )
Saudações
O Viajante

sábado, 6 de setembro de 2008

O Caminho


Eu acredito que quando vimos a este mundo temos uma missão e como tal temos que caminhar o “caminho” que irá permitir levá-la a cabo.
A questão que se coloca é como sabemos que estamos no caminho certo?
Pondo isto de forma simplista eu diria que quando estamos no “caminho” o universo e a vida dão-nos mais “coisas” do que as que pedimos , parece que temos bonus.
Outras vezes olhando as circunstâncias vemos distintamente que aquela é a via que temos que seguir e temos consciência que seria uma perda para nós e para os outros não seguirmos por ela.
Mesmo no caminho certo os problemas surgem porque são necessários para superarmos os nossos medos (karma).
Nada do que acontece no “caminho” é coincidência nem pessoas nem situações por isso não temos que ter sentimentos negativos em relação às pessoas que nos causam dificuldades porque elas também estão a contribuir para a nossa mudança.
Por vezes o caminho é dificil mas as ajudas são grandes. Contudo para as recebermos temos de as pedir, porque tal como os nossos professores na escola nos ajudam também os mestres do Uno estão proximos de cada um de nós para nos iluminar nas nossas tomadas de decisão.
Mas para tomarmos consciência de todas estas coisas temos que ver e ouvir a vida com os olhos e os ouvidos da alma só assim a nossa percepção em sintonia com o Uno poderá ter a noção do “caminho”.


Saudações
O Viajante

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Os pais


Claro que nem todos vimos a este planeta com a missão de sermos pais. Eu, como até hoje o universo não me atribuiu esse desígnio, vou talvez falar de cor e portanto será um testemunho ocular mas não vivido nem sentido.
Há dias uma amiga mandou-me fotos da sua filha no baile de gala da universidade que frequenta. Ao ver as fotos pensei que ela se deveria sentir muito feliz a olhar a sua filha e sentiu necessidade de partilhar essa alegria.
Os filhos são a nossa obra, no fundo eles acabam por ser o nosso reflexo mesmo quando são diferentes de nós, porque a forma como estruturamos a sua personalidade na infância, irá definir a sua atitude em relação aos restantes factores de aculturação.
Os filhos não devem servir para realizarmos os nossos sonhos frustrados, mas para nos realizarmos através dos sonhos deles, constituindo-nos como referência e elemento estabilizador do seu caminho.
Os filhos são o nosso caminho para a imortalidade não só através da genética mas também dos princípios.
Os filhos não surgem na nossa vida por acaso, eles fazem parte da nossa missão.
Para os pais que acolheram filhos doentes ou com deficiências eu gostaria que eles fossem buscar a força para vencerem esta adversidade num pensamento: o meu filho abdicou da sua saúde da sua normalidade por amor a mim, para que eu possa cumprir o que o universo me designou, portanto só me resta retribuir.



Saudações


O Viajante

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Apetece-me um Abraço

O homem arruína mais as coisas com as palavras do que com o silêncio." (Ghandi). Portanto vou gritar no meio do silêncio ensurdecedor destas palavras escritas pelo poeta Vinícius de Moraes que era tão bom ter o aconchego do teu abraço



QUERIA UM ABRAÇO HOJE



DE REPENTE DEU VONTADE DE UM ABRAÇO.

UMA VONTADE DE ENTRELAÇO, DE PROXIMIDADE..

DE AMIZADE. SEI LÁ.

TALVEZ UM ACONCHEGO QUE ENFATIZE A VIDA E

AMENIZE AS DORES...

QUE FALE SOBRE OS AMORES,

QUE SEJA TEIMOSO E AO MESMO TEMPO FORTE.
DEU VONTADE DE PODER REVER SAUDADE DE UM ABRAÇO.


UM ABRAÇO QUE ETERNIZE O TEMPO E PREENCHA TODO ESPAÇO

MAS QUE FAÇA LEMBRAR DO CARINHO,
QUE SURGE DEVAGARZINHO


DA MAGIA DA UNIÃO DOS CORPOS, DAS AURAS.SEI LÁ..

LEMBRAR DO CALOR DAS MÃOS

ACARICIANDO AS COSTAS A DIZER… "ESTOU AQUI."

LEMBRAR DO TRANÇAR DOS BRAÇOS ENVOLVENTES

E SEGUROS AFIRMANDO "ESTOU COM VOCÊ"..

LEMBRAR DA TRANSFUSÃO DE FORÇAS

COM A SUAVIDADE DO MOMENTO...SEI LÁ...

ABRAÇO...ABRAÇO...ABRAÇO...

ABRAÇO...ABRAÇO..ABRAÇO...

ABRAÇO...ABRAÇO...ABRAÇO...

O QUE IMPORTA É A MAGIA DESTE ABRAÇO!

A FUSÃO DE ENERGIA QUE HARMONIZA,

INTEGRA TUDO, E QUE SE TRADUZ

NO COSMO, NO TEMPO E NO ESPAÇO.

SÓ SEI QUE AGORA DEU VONTADE DESSE ABRAÇO!!

QUE AFASTE TODA E QUALQUER ANGÚSTIA.

QUE DESPERTE A LÁGRIMA DA ALEGRIA, E ACALME O CORAÇÃO..

QUE TRADUZA A AMIZADE, O AMOR E A EMOÇÃO.·

E PARA UM ABRAÇO ASSIM SÓ PUDE PENSAR EM VOCÊ....

NESSA SUA ENERGIA, NESSA SUA SENSIBILIDADE

QUE SABE ENTENDER O POR QUÊ...

DESSA VONTADE DESSE ABRAÇO.





Saudações



O Viajante

domingo, 31 de agosto de 2008

O amor depois dos quarenta


Após uma relação de longa duração muitos homens e mulheres são confrontados com uma nova situação resultante de uma separação ou divórcio.
A maioria têm quarenta e mais anos de idade e pensam em reconstruir a sua vida com um novo parceiro/a, o que aparentemente não é facil.
Queixam-se da dificuldade de encontrem parceiros/as da sua idade que pretendam uma relação estável e duradoura que possa inclusive levar a um casamento.
A construção das relações interpessoais, nomeadamente as conjugais. é uma processo difícil que demora muito tempo e que na prática se traduz pela descoberta do outro a nível físico, emocional e até espiritual. Amizade, partilha, cumplicidade, intimidade, compreensão e amor são alguns dos ingredientes necessários ao aparecimento daquilo a que poderemos chamar vida a dois.
Para não repetir os erros da relação anterior institivamento são mais cautelosos/as arriscam menos e ponderam em questões que nem sequer lhes passaram pela cabeça quando se casaram pela primeira vez.
A maioria opta por relacionamentos furtuítos com jantares, onde se vende ao outro uma imagem “soft” e atractiva da nossa personalidade, e que acabam normalmente numa intimidade quase obrigatória, quase com medo de que fiquem com uma ideia errada a seu respeito.
Como dizia uma colega de faculdade em tom de brincadeira: “eu quero é ser amante não tenho pachorra para miúdos, peúgas, tachos e panelas”. È facil conversar e ter relações sexuais mais dificil é ouvir estar presente e ajudar nas situações dificeis.
Mesmo os que se queixam desta superficialidade estão renitentes a correr alguns riscos como o facto de encontrarem alguém que a breve trecho tenha um problem de saúde. O casamento como diz o povo é uma carta fechada, ou seja envolve riscos para as duas partes, e não podemos estar nele apenas para o melhor. Amar é acreditar, se o sentimento que nutrimos por alguém não é suficiente para acreditarmos então temos que ser honestos e seguir em frente, porque a pior covardia é despertarmos o amor numa pessoa sem nunca ter tido a intenção de amá-la.

Saudações


O Viajante

A nossa produtividade


Os portugueses são os menos produtivos da Europa mais um estudo estatístico que nos coloca no primeiro lugar dos últimos.
Claro que a produtividade é medida em função do tempo de trabalho que até há pouco era superior aos outros parceiros europeus .
Então coloca-se a primeira questão: se trabalhamos mais e produzimos menos não será que estamos perante um problema de organização do trabalho?
Se estamos a falar de organização do trabalho então coloca-se a segunda questão: isso não tem que ver com os empresários?
Se isso é da responsabilidade dos empresários coloca-se a terceira questão :porque é eles com os meios de que dispõem não resolveram ainda a situação?
Uma coisa é verdade esta falta de produtividade dos portugueses tem permitido às associações patronais conseguir do poder político uma maior liberalização da legislação laboral e a manutenção salários baixos , com resultados até agora muito reduzidos em termos do aumento do emprego.
Outra coisa tambem é verdade é que a manutenção dos baixos salários não é a resposta aos problemas das empresas porque como diria um eminente economista americano “If you give peanuts all you get are monkeys”.

Saudações

Viajante

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os radicalismos


O radicalismo seja ele político, social, económico ou religioso, acaba por ser uma manipulação dos verdadeiros princípios doutrinários que estiveram na base das grandes correntes filosóficas.
Para os radicais tudo é legítimo na defesa dos seus princípios, por outras palavras os fins justificam os meios.
Uma das grandes conquistas do nosso tempo com o advento dos regimes democráticos foi a liberdade, que para os republicanos laicos constitui, a par da vida, um valor inalienável e como tal indiscutível.
Contudo esta liberdade de cada um, deveria ter limites, deveria acabar onde começa a dos outros.
Mas os radicais da “santa liberdade” consideram que os seus direitos não têm limites e permitem-se a enxovalhar tudo e todos muitas vezes para causar sensação, vender uns jornais ou para publicitar algumas peças pomposamente chamadas de arte, talvez arte do ridículo.
Nos últimos dias uma peça que parece um brinquedo de fraca qualidade made in china construída por um “artista” alemão está exposta num museu italiano. O que não seria de espantar quando já vi sanitas e outras louças em exposição. Só que esta representa um sapo pregado numa cruz. Se o “artista” em questão esta a relembrar algumas das atrocidades da sua infância ou se não gostou dos Marretas é um direito que ele tem mas se na verdade pretendeu atacar as crenças de alguns milhões de seres humanos em todo o mundo para fazer uns tostões com a polémica, então acho que foi longe demais.
Como diz o povo na sua sabedoria “o que é demais cheira mal”, a liberdade como a maior parte dos direitos só funcionam quando temperados com bom senso.
Temos de ter consciência que numa sociedade democrática o bom senso é o que separa a liberdade da libertinagem.