sábado, 6 de setembro de 2008

O Caminho


Eu acredito que quando vimos a este mundo temos uma missão e como tal temos que caminhar o “caminho” que irá permitir levá-la a cabo.
A questão que se coloca é como sabemos que estamos no caminho certo?
Pondo isto de forma simplista eu diria que quando estamos no “caminho” o universo e a vida dão-nos mais “coisas” do que as que pedimos , parece que temos bonus.
Outras vezes olhando as circunstâncias vemos distintamente que aquela é a via que temos que seguir e temos consciência que seria uma perda para nós e para os outros não seguirmos por ela.
Mesmo no caminho certo os problemas surgem porque são necessários para superarmos os nossos medos (karma).
Nada do que acontece no “caminho” é coincidência nem pessoas nem situações por isso não temos que ter sentimentos negativos em relação às pessoas que nos causam dificuldades porque elas também estão a contribuir para a nossa mudança.
Por vezes o caminho é dificil mas as ajudas são grandes. Contudo para as recebermos temos de as pedir, porque tal como os nossos professores na escola nos ajudam também os mestres do Uno estão proximos de cada um de nós para nos iluminar nas nossas tomadas de decisão.
Mas para tomarmos consciência de todas estas coisas temos que ver e ouvir a vida com os olhos e os ouvidos da alma só assim a nossa percepção em sintonia com o Uno poderá ter a noção do “caminho”.


Saudações
O Viajante

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Os pais


Claro que nem todos vimos a este planeta com a missão de sermos pais. Eu, como até hoje o universo não me atribuiu esse desígnio, vou talvez falar de cor e portanto será um testemunho ocular mas não vivido nem sentido.
Há dias uma amiga mandou-me fotos da sua filha no baile de gala da universidade que frequenta. Ao ver as fotos pensei que ela se deveria sentir muito feliz a olhar a sua filha e sentiu necessidade de partilhar essa alegria.
Os filhos são a nossa obra, no fundo eles acabam por ser o nosso reflexo mesmo quando são diferentes de nós, porque a forma como estruturamos a sua personalidade na infância, irá definir a sua atitude em relação aos restantes factores de aculturação.
Os filhos não devem servir para realizarmos os nossos sonhos frustrados, mas para nos realizarmos através dos sonhos deles, constituindo-nos como referência e elemento estabilizador do seu caminho.
Os filhos são o nosso caminho para a imortalidade não só através da genética mas também dos princípios.
Os filhos não surgem na nossa vida por acaso, eles fazem parte da nossa missão.
Para os pais que acolheram filhos doentes ou com deficiências eu gostaria que eles fossem buscar a força para vencerem esta adversidade num pensamento: o meu filho abdicou da sua saúde da sua normalidade por amor a mim, para que eu possa cumprir o que o universo me designou, portanto só me resta retribuir.



Saudações


O Viajante

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Apetece-me um Abraço

O homem arruína mais as coisas com as palavras do que com o silêncio." (Ghandi). Portanto vou gritar no meio do silêncio ensurdecedor destas palavras escritas pelo poeta Vinícius de Moraes que era tão bom ter o aconchego do teu abraço



QUERIA UM ABRAÇO HOJE



DE REPENTE DEU VONTADE DE UM ABRAÇO.

UMA VONTADE DE ENTRELAÇO, DE PROXIMIDADE..

DE AMIZADE. SEI LÁ.

TALVEZ UM ACONCHEGO QUE ENFATIZE A VIDA E

AMENIZE AS DORES...

QUE FALE SOBRE OS AMORES,

QUE SEJA TEIMOSO E AO MESMO TEMPO FORTE.
DEU VONTADE DE PODER REVER SAUDADE DE UM ABRAÇO.


UM ABRAÇO QUE ETERNIZE O TEMPO E PREENCHA TODO ESPAÇO

MAS QUE FAÇA LEMBRAR DO CARINHO,
QUE SURGE DEVAGARZINHO


DA MAGIA DA UNIÃO DOS CORPOS, DAS AURAS.SEI LÁ..

LEMBRAR DO CALOR DAS MÃOS

ACARICIANDO AS COSTAS A DIZER… "ESTOU AQUI."

LEMBRAR DO TRANÇAR DOS BRAÇOS ENVOLVENTES

E SEGUROS AFIRMANDO "ESTOU COM VOCÊ"..

LEMBRAR DA TRANSFUSÃO DE FORÇAS

COM A SUAVIDADE DO MOMENTO...SEI LÁ...

ABRAÇO...ABRAÇO...ABRAÇO...

ABRAÇO...ABRAÇO..ABRAÇO...

ABRAÇO...ABRAÇO...ABRAÇO...

O QUE IMPORTA É A MAGIA DESTE ABRAÇO!

A FUSÃO DE ENERGIA QUE HARMONIZA,

INTEGRA TUDO, E QUE SE TRADUZ

NO COSMO, NO TEMPO E NO ESPAÇO.

SÓ SEI QUE AGORA DEU VONTADE DESSE ABRAÇO!!

QUE AFASTE TODA E QUALQUER ANGÚSTIA.

QUE DESPERTE A LÁGRIMA DA ALEGRIA, E ACALME O CORAÇÃO..

QUE TRADUZA A AMIZADE, O AMOR E A EMOÇÃO.·

E PARA UM ABRAÇO ASSIM SÓ PUDE PENSAR EM VOCÊ....

NESSA SUA ENERGIA, NESSA SUA SENSIBILIDADE

QUE SABE ENTENDER O POR QUÊ...

DESSA VONTADE DESSE ABRAÇO.





Saudações



O Viajante

domingo, 31 de agosto de 2008

O amor depois dos quarenta


Após uma relação de longa duração muitos homens e mulheres são confrontados com uma nova situação resultante de uma separação ou divórcio.
A maioria têm quarenta e mais anos de idade e pensam em reconstruir a sua vida com um novo parceiro/a, o que aparentemente não é facil.
Queixam-se da dificuldade de encontrem parceiros/as da sua idade que pretendam uma relação estável e duradoura que possa inclusive levar a um casamento.
A construção das relações interpessoais, nomeadamente as conjugais. é uma processo difícil que demora muito tempo e que na prática se traduz pela descoberta do outro a nível físico, emocional e até espiritual. Amizade, partilha, cumplicidade, intimidade, compreensão e amor são alguns dos ingredientes necessários ao aparecimento daquilo a que poderemos chamar vida a dois.
Para não repetir os erros da relação anterior institivamento são mais cautelosos/as arriscam menos e ponderam em questões que nem sequer lhes passaram pela cabeça quando se casaram pela primeira vez.
A maioria opta por relacionamentos furtuítos com jantares, onde se vende ao outro uma imagem “soft” e atractiva da nossa personalidade, e que acabam normalmente numa intimidade quase obrigatória, quase com medo de que fiquem com uma ideia errada a seu respeito.
Como dizia uma colega de faculdade em tom de brincadeira: “eu quero é ser amante não tenho pachorra para miúdos, peúgas, tachos e panelas”. È facil conversar e ter relações sexuais mais dificil é ouvir estar presente e ajudar nas situações dificeis.
Mesmo os que se queixam desta superficialidade estão renitentes a correr alguns riscos como o facto de encontrarem alguém que a breve trecho tenha um problem de saúde. O casamento como diz o povo é uma carta fechada, ou seja envolve riscos para as duas partes, e não podemos estar nele apenas para o melhor. Amar é acreditar, se o sentimento que nutrimos por alguém não é suficiente para acreditarmos então temos que ser honestos e seguir em frente, porque a pior covardia é despertarmos o amor numa pessoa sem nunca ter tido a intenção de amá-la.

Saudações


O Viajante

A nossa produtividade


Os portugueses são os menos produtivos da Europa mais um estudo estatístico que nos coloca no primeiro lugar dos últimos.
Claro que a produtividade é medida em função do tempo de trabalho que até há pouco era superior aos outros parceiros europeus .
Então coloca-se a primeira questão: se trabalhamos mais e produzimos menos não será que estamos perante um problema de organização do trabalho?
Se estamos a falar de organização do trabalho então coloca-se a segunda questão: isso não tem que ver com os empresários?
Se isso é da responsabilidade dos empresários coloca-se a terceira questão :porque é eles com os meios de que dispõem não resolveram ainda a situação?
Uma coisa é verdade esta falta de produtividade dos portugueses tem permitido às associações patronais conseguir do poder político uma maior liberalização da legislação laboral e a manutenção salários baixos , com resultados até agora muito reduzidos em termos do aumento do emprego.
Outra coisa tambem é verdade é que a manutenção dos baixos salários não é a resposta aos problemas das empresas porque como diria um eminente economista americano “If you give peanuts all you get are monkeys”.

Saudações

Viajante

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os radicalismos


O radicalismo seja ele político, social, económico ou religioso, acaba por ser uma manipulação dos verdadeiros princípios doutrinários que estiveram na base das grandes correntes filosóficas.
Para os radicais tudo é legítimo na defesa dos seus princípios, por outras palavras os fins justificam os meios.
Uma das grandes conquistas do nosso tempo com o advento dos regimes democráticos foi a liberdade, que para os republicanos laicos constitui, a par da vida, um valor inalienável e como tal indiscutível.
Contudo esta liberdade de cada um, deveria ter limites, deveria acabar onde começa a dos outros.
Mas os radicais da “santa liberdade” consideram que os seus direitos não têm limites e permitem-se a enxovalhar tudo e todos muitas vezes para causar sensação, vender uns jornais ou para publicitar algumas peças pomposamente chamadas de arte, talvez arte do ridículo.
Nos últimos dias uma peça que parece um brinquedo de fraca qualidade made in china construída por um “artista” alemão está exposta num museu italiano. O que não seria de espantar quando já vi sanitas e outras louças em exposição. Só que esta representa um sapo pregado numa cruz. Se o “artista” em questão esta a relembrar algumas das atrocidades da sua infância ou se não gostou dos Marretas é um direito que ele tem mas se na verdade pretendeu atacar as crenças de alguns milhões de seres humanos em todo o mundo para fazer uns tostões com a polémica, então acho que foi longe demais.
Como diz o povo na sua sabedoria “o que é demais cheira mal”, a liberdade como a maior parte dos direitos só funcionam quando temperados com bom senso.
Temos de ter consciência que numa sociedade democrática o bom senso é o que separa a liberdade da libertinagem.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Felicidade

A felicidade transformou-se no santo graal dos nossos tempos. Toda a gente a procura, alguns conseguem encontrá-la, outros já a tiveram mas perderam-na e outros nunca a encontraram.
Felicidade é no fundo uma situação de bem-estar regulada por múltiplas variáveis, difícil de explicar mas fácil de sentir.
A felicidade não é permanente nem constante não basta encontrá-la e “saboreá-la”, temos, qual planta, de a colocar no solo fértil da amizade, e regá-la com amor, carinho e muita compreensão.
Para uns a felicidade é ter, para outros é dar e para alguns é tirar.
Mas a felicidade é algo que está dentro de nós portanto não vale a pena andarmos à sua procura pelo mundo, porque não é nas coisas que a vamos encontrar, não é nos outros que a vamos descobrir.
Felicidade é uma aura verde-esmeralda que nos cerca e transforma em “ouro” tudo o que tocamos, inclusive as almas dos outros.
Mas para que alguém seja feliz não basta que a sua alma seja tocada é necessário que ele o sinta através do coração e da mente na pureza dos sentimentos.
Respeito as diferentes percepções de realidade mas é com tristeza que vejo muita gente desesperada à procura da felicidade. A esses eu aconselho, purifiquem os sentimentos, afastem todos os sentimentos negativos quer em relação a si, quer em relação aos outros, perdoem a quem vos fez sofrer e tenham paciência para fazer a “travessia do deserto”. Este crescimento espiritual vai fazer a vossa felicidade despontar como uma flor linda e aí eu garanto, vocês vão sentir os toques das almas gémeas.
Saudações
O Viajante

domingo, 24 de agosto de 2008

Mulheres de quarenta


Há alguns dias numa revista de moda vinha um artigo com o titulo “O que as mulheres com mais de quarenta não devem usar”.Neste artigo a sua autora publicava uma lista de peças de vestuário que as quarentonas supostamente não deveriam usar nomeadamente biquini , saias curtas, roupa sem mangas e roupa em pele.
Tanto quanto sei o objectivo da moda é tornar as pessoas bonitas, por outras palavras tem tudo que ver com estética. Portanto, ao considerar apenas o grupo etário o artigo apresenta dois erros: primeiro considera que as mulheres de determinado grupo etário são fisicamente iguais, o que não é verdade e depois não fala do aspecto estético, na medida em que as mulheres com mais de quarenta apenas têm em comum a idade, podem ser altas ou baixas,gordas ou magras, simples ou sofisticadas, lindas ou feias , inteligentes ou não.
Claro que em principio as mulheres acima dos quarenta, pela lei natural das coisas, começam a perder as caracteristicas fisicas que as tornavam atrentes, mas meus caros estamos no século XXI, a industria cosmetica atingiu niveis de sofisticação nunca vistos, o que quer dizer que poderão existir trintonas que não tomem cuidado consigo com aspecto menos jovem do que as quarentonas.
Miudas de quarenta e mais usem tudo que lhes passar pela cabeça, apenas com uma condição: que vos ponha bonitas. Não se preocupem com os homens porque com excepção de uns quantos com questões sexuais por resolver todos eles apreciam a vossa experiência, sofisticação e como diriam os franceses “rafinement”. Tenham em atenção que uma mulher de quarenta tem tudo o que tem uma de vinte mas em dose dupla”.
Quanto aos “especialistas” que “botam” palavra nessas revistas, sugiro que deixem de papaguear o que os supostos gurus da moda dizem e olhem para as mulheres, não as “ideais” ou as "top models" tipo “cabide”, mas as outras com quem nos cruzamos diariamente as esposas as mães as profissionais, aconselhem-nas mas com objectividade para elas ficarem lindas.

Saudações
O Viajante

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Doente psiquiátrico


No nascimento de um novo século e apesar do obscurantismo ser algo de há oitocentos anos atrás, existem certas coisas que pouco mudaram.
As doenças mentais, talvez porque continuam a convocar os nossos medos mais profundos, apesar do avanço da medicina e do aumento das possibilidades de cura, continuam a ser algo tabu.
São doenças que estigmatizam as suas vítimas de forma subtil, segregando o doente e até os seus familiares. O facto de alguém ser internado para efectuar um tratamento num hospital psiquiátrico ficava de imediato rotulado como “maluco” e como tal pessoa em quem não se pode confiar. Claro que este sentimento leva a que os doentes nunca queiram ser internados e a famílias tentem evitar a todo o custo o seu internamento, muitas vezes com prejuízos enormes para a qualidade de vida do doente e da família.
Mas o isolamento destes doentes resulta também do facto dos outros ditos “normais” não terem tempo para os ouvir ou nem sequer prestarem atenção aquilo que eles dizem.
São muitos deles pessoas sozinhas para não dizer abandonadas e cheias de vontade de abraçar beijar e rir.
Importa que seja dado o primeiro passo no sentido de se desmistificarem as doenças e o doente psiquiátrico. Terão que ser as instituições, com uma politica de proximidade com a comunidade e as famílias transmitindo as suas experiências, a demonstrarem que a doença psiquiátrica é uma eventualidade como qualquer outro tipo de doença, não é contagiosa e pode ser curada ou controlada, permitindo que o doente faça uma vida normal e socialmente útil.
Saudações
O Viajante

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sem ovos não há omoletes


Estes são os jogos do nosso descontentamento, um por um os nossos melhores vão sendo eliminados no judo, no atletismo, no tiro, até na vela que depois de um ínicio prometedor parece ter comprometido possíveis medalhas. Até agora a única flor neste deserto foi a nossa Vanessa que na minha opinião cumpriu o seu papel com sacrifício mas tambem com muita inteligência. Alguns comentadores disseram que após o ataque da australiana ela devia ter respondido mas hesitou. Pois eu não concordo ela viu que era impossível contrariar a australiana e trabalhou para afastar as adversárias mais próximas e manter a prata. Alias com as medalhas de ouro com 95% de prata para quê lutar pelo ouro?
Como dizia o nosso grande Carlos Lopes é nas as derrotas que se avaliam as situações,há que chamar os bois pelos nomes e dizer de caras que têm de acabar a falta de apoios que existem para mais de 80% dos atletas que enviamos às olimpíadas. Tem que acabar essa história das estrelas que vão para as medalhas e os outros que vão passear, não por culpa deles mas porque os seus adversários fazem quatro anos de preparação intensa, altamente apoiados pelos seus governos, enquanto nós nem dinheiro temos para comprar equipamento e a maior parte dos nossos atletas treina em instuições privadas.
Impõem-se desde há muito tempo a reestruturação de todo o sistema que suporta os atletas olímpicos.
Quanto aos senhores governantes apesar de ficar muito bem para a fotografia receberem os atletas antes da partida, isso é manifestamante insuficiente e quando as coisas correm mal não podem assobiar para o lado e dizer que não têm nada que ver com isso.
Já agora está prevista alguma recepção aos atletas depois dos jogos ??




Saudações




O Viajante