sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Doente psiquiátrico


No nascimento de um novo século e apesar do obscurantismo ser algo de há oitocentos anos atrás, existem certas coisas que pouco mudaram.
As doenças mentais, talvez porque continuam a convocar os nossos medos mais profundos, apesar do avanço da medicina e do aumento das possibilidades de cura, continuam a ser algo tabu.
São doenças que estigmatizam as suas vítimas de forma subtil, segregando o doente e até os seus familiares. O facto de alguém ser internado para efectuar um tratamento num hospital psiquiátrico ficava de imediato rotulado como “maluco” e como tal pessoa em quem não se pode confiar. Claro que este sentimento leva a que os doentes nunca queiram ser internados e a famílias tentem evitar a todo o custo o seu internamento, muitas vezes com prejuízos enormes para a qualidade de vida do doente e da família.
Mas o isolamento destes doentes resulta também do facto dos outros ditos “normais” não terem tempo para os ouvir ou nem sequer prestarem atenção aquilo que eles dizem.
São muitos deles pessoas sozinhas para não dizer abandonadas e cheias de vontade de abraçar beijar e rir.
Importa que seja dado o primeiro passo no sentido de se desmistificarem as doenças e o doente psiquiátrico. Terão que ser as instituições, com uma politica de proximidade com a comunidade e as famílias transmitindo as suas experiências, a demonstrarem que a doença psiquiátrica é uma eventualidade como qualquer outro tipo de doença, não é contagiosa e pode ser curada ou controlada, permitindo que o doente faça uma vida normal e socialmente útil.
Saudações
O Viajante

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sem ovos não há omoletes


Estes são os jogos do nosso descontentamento, um por um os nossos melhores vão sendo eliminados no judo, no atletismo, no tiro, até na vela que depois de um ínicio prometedor parece ter comprometido possíveis medalhas. Até agora a única flor neste deserto foi a nossa Vanessa que na minha opinião cumpriu o seu papel com sacrifício mas tambem com muita inteligência. Alguns comentadores disseram que após o ataque da australiana ela devia ter respondido mas hesitou. Pois eu não concordo ela viu que era impossível contrariar a australiana e trabalhou para afastar as adversárias mais próximas e manter a prata. Alias com as medalhas de ouro com 95% de prata para quê lutar pelo ouro?
Como dizia o nosso grande Carlos Lopes é nas as derrotas que se avaliam as situações,há que chamar os bois pelos nomes e dizer de caras que têm de acabar a falta de apoios que existem para mais de 80% dos atletas que enviamos às olimpíadas. Tem que acabar essa história das estrelas que vão para as medalhas e os outros que vão passear, não por culpa deles mas porque os seus adversários fazem quatro anos de preparação intensa, altamente apoiados pelos seus governos, enquanto nós nem dinheiro temos para comprar equipamento e a maior parte dos nossos atletas treina em instuições privadas.
Impõem-se desde há muito tempo a reestruturação de todo o sistema que suporta os atletas olímpicos.
Quanto aos senhores governantes apesar de ficar muito bem para a fotografia receberem os atletas antes da partida, isso é manifestamante insuficiente e quando as coisas correm mal não podem assobiar para o lado e dizer que não têm nada que ver com isso.
Já agora está prevista alguma recepção aos atletas depois dos jogos ??




Saudações




O Viajante

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sistema de Defesa anti- Missil


Afinal porque é que os russos ficam com os cabelos em pé com o facto de terem junto às suas fronteiras um sistema anti-missil que de acordo com os Estados Unidos apenas tem que ver com o Irão e outros paises do “Eixo do Mal”? Mesmo que tivesse que ver com os russos só serviria para para ser utilizado em caso de ataque da Russia portanto seria um sistema puramente defensivo.
Os russos estão assim porque sabem que este sistema faz parte de um conjunto mais alargado de sistemas que estão a ser construidos de acordo com actual Teoria de Utilização Nuclear, formulada pelos especialistas americanos, adoptada por Washington e que constitui uma ruptura com a antiga teoria da Destruição Mutuamente Assegurada
Com esta teoria dois estados nucleares Ae B: se A efectuasse um ataque nuclear a B saberia que ele iria retaliar destruindo tambem A.
De acordo com a nova teoria Defesa Contra Misseis Balisticos, o estado A pode atacar o estado B e impedir que o estado B retalie destruindo os seus misseis nucleares com misseis interceptores. Assim o estado A pode até fazer um ataque preventivo nuclear a qualquer pais sem receio de ser atingido.
Concluindo os Estados Unidos estão na montar junto à fronteira russa um sistema que irá permitir um ataque nuclear americano áquele país anulando quase por completo a resposta dos russos.
Isto será em teoria e partindo do principio que os interceptores americanos são de facto eficazes. Mas a matemática é implacavel e se os misseis balistos russos forem em maior numero do que os interceptores americanos então a América sofrerá também ataques nucleares.
Claro que esta situação irá provocar um aumento exponencial dos misseis de ambos os lados e eu espero que acabe quando os russos construirem o seu sistema anti-missil voltando assim á teoria de destruição mutua assegurada.


Saudações



O Viajante

domingo, 17 de agosto de 2008

De novo na “Guerra Fria”

Ao ouvir o discurso do presidente dos Estados Unidos dei por mim de novo na “guerra fria” no “equilibrio do terror”na corrida aos armamentos. Chavões como “Mundo livre”, e as democracias ocidentais, até parece que a Russia deixou de ser uma democracia e passou de novo a ser o império do mal de Reagan .
Quanto à Russia depois de um periodo de recuperação pretende o cupar na politica internacional o lugar a que julga ter direito. Na situação actual de tensão acho que a cereja no topo do bolo foi o acordo para a instalação do sistema anti-missil na Polónia.
Claro que os Russos estão a conduzir a guerra na Georgia à sua maneira, censura nos meios de comunicação social e desinformação, manobras intimidatórias tal como fizeram em Berlim após a segunda guerra mundial. Para eles guerra é guerra não é um espectáculo para televisões. Assim não precisam de usar palavras como guerra justa, ataques cirurgicos, danos colaterais e outros termos do lexico militar ocidental, para dourarem a pilula, o que interessa são os resultados por outras palavras os fins justificam os meios.
Durante uma década acrditei que o risco de uma guerra nuclear e a consequente destruição do planeta estava afastado, agora já não sei. Pensava que esta era do aquário em que vivemos seria uma época de paz e prosperidade no entanto a crise económica e alimentar a nivel mudial bem comos os conflitos militares ainda existentes parecem indicar o contrário.
Resta-me esperar que os responsáveis tenham bom senso .

Saudações

O Viajante

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O rei vai nu


Antes das férias em troca de correspondência com um amigo levantei questão da subida das taxas de juro feita sistemáticamente pelo BCE para de acordo com os seus responsáveis combater a inflacção.
Tendo em conta que o aumento dos preços se deve sobretudo ao aumento dos combustíveis e das matérias primas, ou seja no caso da UE é uma inflacção importada, não estava a ver como a subida das taxas iria impedir esse aumento.
A subida das taxas de juro tem entre outros efeitos a diminuição do investimento das empresas, o aumenta o desemprego e o aumento dos gastos com a habitação.Os custos sociais graves que advêm destas medidas devem ser ponderados em função dos resultados que se esperam com a sua implementação, que na minha opinião serão nulos se não baixarem os custos dos combustíveis e das matérias primas.
Por isso fiquei surpreendido pelo facto de apenas o presidente da França e o primeiro ministro de Espanha terem criticado estas medidas. Nem o nosso governo nem os economistas da nossa praça vieram a público fazer algum comentário, que eu tenha ouvido.
Daí que teria ficado muito contente se de facto a situação não fosse trágica quando um antigo governador do Banco de Portugal disse de forma desassombrada que não entendia a actuação do Banco Central Europeu.
Ora até que enfim alguem gritou “O rei vai nu” . Estou a começar a ficar farto de uns quantos senhores que ninguem elegeu, controlarem a nossa vida sem poderem ser questionados, são os dirigentes dos bancos, das multinacionais, os especuladores da bolsa, decididamente temos de propor para o Nobel o homem que inventou o neo-liberalismo económico.
Enquanto escrevia estas linhas ocorreu-me outra razão para o aumentos das taxas de juros, talvez o BCE queira aumentar os depositos nos bancos da zona euro para eles poderem enfrentar os problemas resultantes da crise do “sub-prime”americano, ou seja eles metem água nós pagamos .

Saudações

O Viajante

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ainda a Geórgia


“Estados Bálticos defendem a integridade da Geórgia”. Ora essa!! não apoiaram e reconheceram a independência do Kosovo então porque não a da Ossetia, e da Abkazia.
Pois quarenta anos sob domínio soviético não foi pêra doce mas se querem continuar a existir mesmo na UE habituem-se a negociar seja com os russos ou com outros quaisquer, porque não será o escudo anti-missil nem a Nato espalhada por diversos teatros de operações que poderá enfrentar as forças armadas da Rússia.
Tal como os americanos os russos não brincam em serviço e portanto vamos acabar as humilhações à Rússia. Eles são um povo orgulhoso que não aceita ser humilhado, repórteres de guerra como o da Skynews que praticamente na sua reportagem se limitou a insultar os militares russos não dão uma boa imagem da comunicação social ocidental imparcial.
Não morro de amores pelos russos mas tenho que reconhecer que a comunicação social algo injustamente colocou-os no papel dos maus da fita, criticando até o facto de eles terem ameaçado ir para Tiblissi e depois terem voltado para à Ossétia. Então não foi isso que os Estados Unidos fizeram na primeira guerra do golfo, avançaram para Bagdad e depois voltaram para trás?
A procura do inimigo externo para desviar a atenção dos problemas internos tem sido ao longo do tempo uma técnica utilizada por muitos dirigentes. Só assim se pode justificar esta aventura militar da Georgia.


Saudações


O Viajante

Novamente a guerra

Como e que um responsável político de um país com cerca de 4,4 milhões de pessoas desencandeia uma acção militar que ele sabe à partida vai provocar a resposta de outro país com capacidades militares de longe superiores às suas.
Na quinta feira da semana passada a Georgia ataca a Ossetia do Sul mantando centenas de civis e alguns soldados russos da força de manutenção de paz. Claro que a resposta russa não se fez esperar.Contudo segundo pude apurar na sexta feira a Russia pediu uma reunião do Conselho de Segurança para tentar acabar com a guerra mas espante-se os americanos e britânicos não concordaram com o texto que os russos propunham especialmente com a frase em que se pedia a ambas as partes para renunciarem ao uso da força, ou seja apoiavam o ataque da Georgia.
Com a resposta militar de Moscovo as críticas choveram lideradas por elementos da Adminsitração Bush e pelo futuro candidado americano senador McCain que vem exigir a intervenção da Nato e uma reunião imediata do conselho de segurança, ele talvez não soubesse da primeira .
E agora como vai ser, depois do apoio generalizado à independência do Kosovo não se vai apoiar a vontade dos residentes da Ossetia, ou da Abkazia que tal como os kosovares tem direito a ser independentes?
A Georgia tem feito lobby nos Estados Unidos para a sua entrada na Nato, lobby esse feito por um senhor ligado ao senador McCain. Se por caso isso tivesse sido conseguido lá teria a Nato, ou seja a Europa e os Estados Unidos, que entrar em guerra com a Russia, o que julgo não deveria ser nada saudável especialmente para os europeus.
Normalmente os senhores da guerra sejam eles americanos ou russos semeiam as guerras mas nunca morrem nelas, nem eles nem ninguém da familia deles.
Quanto à frase da secretária Rice de que a Russia não pode atacar um vizinho só porque ele não é bom vizinho só me merece um comentário: falta de memória.


Saudações


O Viajante

Novamente a guerra

Como e que um responsável político de um país com cerca de 4,4 milhões de pessoas desencandeia uma acção militar que ele sabe à partida vai provocar a resposta de outro país com capacidades militares de longe superiores às suas.
Na quinta feira da semana passada a Georgia ataca a Ossetia do Sul mantando centenas de civis e alguns soldados russos da força de manutenção de paz, claro que a resposta russa não se fez esperar.Contudo segundo pude apurar na sexta feira a Russia pediu uma reunião do conselho de segurança para tentar acabar com a guerra mas espante-se os americanos e britanicos não concordaram com o texto que os russos propunham especialmente com a frase em que se pedia a ambas as partes para renunciarem ao uso da força, ou seja apoiavam o ataque da Georgia.
Com a resposta militar de Moscovo as criticas choveram lideradas por elementos da Adminsitração Bush e pelo futuro candidado americano senador McCain que vem exigir a intervenção da Nato e uma reunião imediata do conselho de segurança, ele talvez não soubesse da primeira .
E agora como vai ser, depois do apoio generalizado à independência do Kosovo não se vai apoiar a vontade dos residentes da Ossetia, ou da Abkazia que tal como os kosovares tem direito a ser independentes?
A Georgia tem feito lobby nos Estados Unidos para a sua entrada na Nato, lobby esse feito por um senhor ligado ao senador McCain . Se por caso isso tivesse sido conseguido lá teria que ir a Nato, ou seja a Europa e os Estados Unidos, entrar em guerra com a Russia o que julgo não deveria ser nada saudável especialmente para os europeus.
Normalmente os senhores da guerra sejam eles americanos ou russos semeiam as guerras mas nunca morrem nelas, nem eles nem ninguem da familia deles
Quanto à frase da secretária Rice de que a Russia não pode atacar um vizinho só porque ele não é bom vizinho só me merece um comentário

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Os escravos ainda existem









Hoje dei conta na minha caixa do correio electrónico de mais uma pérola do neo-liberalismo capitalista.

Algumas fotos da fábrica de calçado de uma das maiores cadeias de sapatarias da Índia a “Catwalk”.

O trabalho é quase todo manual e feito nas condições que as fotos mostram.

Reparem que para rentabilizar o espaço foram montadas umas estantes de forma a duplicar o número de postos de trabalho (Nem "Imelda Matt-Despotic Queen of Shoes"na sua fábrica teve esta ideia).

O senhor que aparece em destaque é o patrão mostrando a sua “unidade industrial”.

Os trabalhadores dormem e comem na “fábrica”, trabalham entre 16 a 18 horas por dia e o salário dá para comprar comida.

Esta organização tem 120 lojas em toda a Índia e pretende atingir os indianos mais endinheirados o que quer dizer que será fácil vender os sapatos acima dos 150 US$.

Se tivermos em consideração que cada par à saída da fábrica tem um custo de 14 US$ poderemos ter a noção dos lucros fabulosos do tal senhor da foto e também da miséria, desnecessária em que vão continuar os seus empregados.



Saudações


O Viajante

Comida vegetariana

A minha mulher é por opção vegetariana e como podem calcular quando comemos em restaurantes por vezes as coisas ficam complicadas. Saladas e omeletes são as escolhas mais viáveis, tudo o mais é meio caminho andado para o desastre.
Vivemos na cidade de Angra do Heroísmo que, apesar de ser uma comunidade pequena e com naturais limitações, cria pequenos nichos de qualidade e de bem servir.
È o caso do local onde almoçamos diariamente, um restaurante “self-serviçe”, o “Pão Quente”. Depois de algumas semanas de saladas e um ou outro prato de legumes falamos com a responsável que se dispôs a colocar o problema ao chefe de cozinha. Esta união de boas vontades tem permitido à minha mulher já desde o ano passado ter quase todos os dias um prato vegetariano diferente.









Abóbora c/recheio de soja




Hamburgueres de soja

Beringela c/recheio de vegetais e soja

Melão c/recheio de frutas e frutos secos

Queria aqui como cliente satisfeito retribuir a simpatia da D. Zélia e da sua equipa: Ana, Zita, Alexandra, João e restante pessoal. Queria deixar aqui também o meu agradecimento ao Chefe Mariano pela sua disponibilidade e paciência e felicitá-lo pelos espectaculares pratos vegetarianos, deliciosos e muitas vezes com um toque de arte muito “Nouvelle cuisine”, porque os olhos também comem.


Se por acaso visitarem a cidade de Angra do Heroísmo venham ao “Pão Quente” e peçam ao Chefe Mariano para vos fazer um prato vegetariano, como não existe lista vão ter de confiar, mas eu garanto que não vão ficar desiludidos.


Saudações

O Viajante